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Cajueiro velho

por Sofia Loureiro dos Santos, em 23.07.11

 

João Carlos Dias Nazareth & Alcione

 

 

Cajueiro velho
Vergado e sem folhas
Sem frutos, sem flores
Sem vida, afinal
Eu que te vi
Florido e viçoso
Com frutos tão doces
Que não tinha igual
Não posso deixar
De sentir uma tristeza
Pois vejo que o tempo
Tornou-te assim
Infelizmente também é certeza
Que ele fará o mesmo de mim

Já trago no rosto
Sinais de velhice
Pois da meninice
Não tenho mais traços
Começo a vergar como tu, cajueiro
Que foi meu companheiro
Dos primeiros passos
Portanto
Não tens diferença de mim
Seguimos marchando
Em uma só direção
Agora me resta da vida o fim
E da mocidade a recordação

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publicado às 21:21


1 comentário

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De ACÁCIO LIMA a 24.07.2011 às 01:23

01- Um belo Poema brotando uma boa Canção.

02- Mas o Cajueiro; bate forte na minha cabeça.

A Républica Popular de Moçambique, herdou, da ocupação colonial, e dos resquicíos tribais, uma estranha regra de Propriedade.

Um cajueiro tinha um "Dono", mas a terra onde crescia o Cajueiro, tinha um outro "DONO".

Esta Estrutura da Propriedade, tornou-se um "quebra cabeças" para a Frelimo dos anos 1975 -1979.

A quebra da produção de "castanha de cajú", que era o principal produto de exportação de Moçambique Colonial, com a Independência, foi calamitosa.

03- Mas este problema do cajueiro, e da castanha de cajú, levantou, para além da questão da Propriedade, um outro problema económico, e político, deveras interessante.

Toda a Produção Industrial, da castanha de cajú, exigia, um esquema de trocas, trocas diretas: trocava-se o pseudo fruto do cajueiro, por bens alimentares de primeira necessidade, vitais, a começar pelo simples Sal, que é um produto, chave, nas economias africanas.

(Reparar nas imagens de alguns bons filmes sobre África, mostrando as mãos estendidas e enconchadas, ao visitante, implorando Sal).

A problemática da produção industrial, da "Produção", tout court, era vorado por uma problemática da "Distribuição".

Mas isto é "como as cerejas": Sobre tudo isto, a "ortodoxia" marxisante, que sempre viveu paredes meias, com o Esquerdismo, mostrou-se incapaz de solver esta complexa questão da supremacia da "Distribuição" sobre a "Produção".

Boa Noite.
Boa Madrugada.
Bom Domingo.
Boa Semana.

Cordiais e Amistosas para as "Sofias", uma "Maria" outra "Não Maria"!!!

ACÁCIO LIMA

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