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A uma semana das eleições

por Sofia Loureiro dos Santos, em 28.05.11

 

 

Falta uma semana para as eleições legislativas que, ao contrário do que desejaríamos, não vão alterar substancialmente a escolha efectuada a 5 de Outubro de 2009, mostrando a irresponsabilidade e a inutilidade deste acto eleitoral, provocado pela coligação negativa entre a direita e a extrema-esquerda.

 

A uma semana das eleições, o BE e o PCP colocam-se como partidos que foram, são e serão sempre adereços parlamentares, capazes de se unirem entre si e com os partidos da direita para afrontarem o PS, mas incapazes de se entenderem entre si e com o PS numa plataforma mínima que viabilize uma alternativa governativa de esquerda.

 

A uma semana das eleições o PSD, consegue a proeza de não conseguir ganhar claramente nas intenções de votos. Pela repetição cíclica da irredutibilidade de negociar um governo com o PS, se vencer as eleições o PSD só poderá ter o CDS como aliado. Entretanto vai revelando uma agenda conservadora, retrógrada e inconstante, centrada em Zelig, a sua personagem central.

 

A uma semana das eleições, o CDS está a um passo de decidir com quem governa. Caso o PS ganhe, apenas poderá contar com o CDS, a não ser que Passos Coelho se demita. Será pois o CDS a decidir se avança coligado com o PS ou, não querendo, e após o Parlamento inviabilizar um governo minoritário do PS, a impor condições a uma coligação CDS/PSD.

 

A uma semana das eleições, e perante as mudanças que se impõem, desde a educação à justiça, da saúde a trabalho, não é a opção por um estado mínimo e caritativo que poderá manter a coesão social e garantir a igualdade de oportunidades para todos os cidadãos, defendida pelo PSD e pelo CDS, que poderá responder às dificuldades a superar. Os governos do PS, liderados por Sócrates, foram aqueles que mais fizeram para mudar, de facto, alguma coisa, e no sentido que julgo adequado.

 

A uma semana das eleições, apesar de todos os erros do governo, do PS, de Sócrates, da campanha, etc., penso que a melhor opção para Portugal é ter um govern liderado pelo PS. A 5 de Junho vou votar, e vou votar no PS. Também faço votos para que, caso o PS não vença as eleições, José Sócrates se demita e o PS assuma as responsabilidades que melhor servirem o país - na oposição ou num governo de coligação. Porque isso é o que espero de um partido e de um líder que defendem o país.

 

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publicado às 14:08


5 comentários

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De Jaime Santos a 28.05.2011 às 21:55

Eu espero igualmente que se o PS perder as eleições, Sócrates se demita. Oxalá o País não seja, ganhe quem ganhar, obrigado a ter no Governo um novo Bloco Central (mas isto não pode ser excluído à partida, como quer PPC). E isto não quer dizer que quem for para a oposição, seja o PS ou o PSD, não assuma responsabilidades de colaborar com o Governo, por exemplo através de um acordo de incidência parlamentar, até porque PS, PSD e CDS assinaram o acordo com a troika e agora têm que o cumprir, ou renegociá-lo juntos.
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De Manojas a 28.05.2011 às 23:06

Se o PS ganhar as eleições deve governar, se necessário, exigir governar, e a oposição que assuma a responsabilidade das atitudes que tomar. Se o PS perder as eleições e a Direita conseguir maioria absoluta, o PS deve ir, pura e simplesmente, para a oposição, mas com a Direita só com maioria relativa, o PS não deve aceitar qualquer hipotético convite para fazer parte do governo, nem qualquer espécie de coligação. Deve é mostrar-se disposto a apoiar as medidas que visem respeitar e executar o acordo
internacional assinado, e as medidas que se possam avançar para o melhorar.
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De ACÁCIO LIMA a 29.05.2011 às 00:18

COMENTÁRIO AO POST DE SOFIA LOUREIRO DOS SANTOS- "A UMA SEMANA DAS ELEIÇÕES"

01- Não me sinto bem na formulação de um eventual desaire do Partido Socialista nas próximas eleições, que a registar-se é de pesadas consequências para a Esquerda Ampla.
É a questão das “liberdades, direitos e garantias, individuais”, é a questão dos “direitos sociais”, é a questão das “liberdades políticas”, é a questão do corporativismo, a não ser rechaçado, na ausência de uma crítica radical à Doutrina Corporativa, vinda do antigo regime. É a questão do Estado Providência, questão básica para a Esquerda Ampla.


02- Continuo a valorizar, e muito, as Reformas, do Primeiro Governo Sócrates, nomeadamente na Educação, na Saúde e na Justiça, bem como a Desburocratização levada a cabo.

03- A questão de se ficar aquem do Objectivo almejado, numas eleições, não exige a substituição do lider, vide o caso de Lula da Silva, que perdeu duas ou três eleições presidenciais, vindo depois a ter o êxito mundialmente reconhecido.

04- E, há sempre que ponderar, se os potenciais substitutos estão ou não, numa posição ideológica e política, mais adequada aos Objectivos a longo prazo da Esquerda Ampla.

05- Anoto, que alguns desaires dos Governos Sócrates resultaram de incontornáveis pressões da Coligação Negativa, maximalistas- populistas unidos a conservadores, caso do abandono do Projeto Ota, caso da adoção de medidas dispendiosas, não conformes e comportáveis com os Excedentes Gerados na Atividade Económica.

06- Mas volto às Reformas do Primeiro Governo Sócrates, e lembro o rumo assumido na adoção de medidas elevando o nível de incorporação tecnológica e técnica, reestruturando a malha produtiva e da distribuição, essenciais para incrementar a Internacionalização da nossa Economia, rumo bem distinto do preconizado pelo PCP e por Cavaco Silva, de uma alegada “Substituição de Importações”. Duas Estratégias bem distintas. O êxito do incremento das Exportações, de bens, serviços e capitais, mostram bem qual o rumo adequado a adotar.

07- Dia 06 de Junho, voltarei ao tema da liderança.

Até lá prossigo no apoio ao Partido Socialista liderado por Sócrates, na convicção que ele saberá perspetivar uma nova Declaração de Princípios do Partido Socialista, mais ajustada ao atual Modo de Produção, com novas Políticas Sociais, de outra geração, e novas Políticas Ativas de Emprego.

Boa Noite.
Bom Serão.
Bom Domingo.

Cordiais Saudações de

ACÁCIO LIMA
_______________
ACÁCIO LIMA
ENGENHEIRO MECÂNICO E CONSULTOR TÉCNICO-COMERCIAL
R. Brito Capelo, 60-r/c-dir
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De Luis Filipe a 29.05.2011 às 16:44

Para defender Portugal e para preservar o PS de manter o que ainda lhe resta de escassa identidade de Esquerda, entendendo-se este conceito como a simbiose de JUSTIÇA, LIBERDADE e TRANSPARÊNCIA, espero bem que Sócrates saia derrotado a 5 de Junho.
O meu voto, que já teve, não o voltará a obter !
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De ACÁCIO LIMA a 30.05.2011 às 00:04

Registo a opção pelo desmantelar do Estado Providência e pelo espezinhar dos Direitos Sociais Incrementados pelo "25 de Abril."

Boa Noite

ACÁCIO LIMA

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