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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Onde está?

 

 

As notícias que dão como provável o pagamento dos 13º e 14º mês em títulos do tesouro (manobra de desinformação?) não são surpresa, mas são mais uma certeza de que os salários vão continuar a reduzir-se, que temos que saber olhar para prioridades nos gastos, nos investimentos, nos valores e naquilo que consideramos profundamente importante e necessário.

 

Começa a ser intolerável assistir à vergonha de acusações, propaganda, cartas escritas a representantes políticos que são enviadas à comunicação social, grandiloquências retrógradas, justificações disparatadas e oportunismos vários da parte de quem, por obrigação de função e moral, deveria ter respeito por aqueles que votaram.

 

A personalização das frustrações, das incapacidades e dos erros, em vez da discussão de verdadeiras opções políticas apenas aumenta a impossibilidade da resolução dos problemas. As figuras que representam os partidos e as várias facções políticas são importantes, como é óbvio, mas não são donas dos partidos nem dos votos de quem os elege. É absolutamente indispensável, tanto como a participação maciça dos cidadãos nas próximas eleições, que Sócrates e Passos Coelho entendam que não são os seus egos, as suas vitórias e as suas derrotas que importam. É imperioso que as principais figuras do Estado se respeitem. A linguagem da taberna é para a taberna, não para a Assembleia da República.

 

Não é admissível que se chame foleiro ao Presidente da República, ter na lista de candidatos a deputados pessoas que roubam microfones aos jornalistas, ministros que usam a televisão para enviar recados a outros, cartas e mensagens de políticos uns aos outros na comunicação social, que o Primeiro-ministro e o líder o principal partido da oposição não se cumprimentem em cerimónias públicas.

 

Basta da falta de decoro generalizada, da inenarrável má educação, grosseria e incompetência na resolução dos problemas que todos temos que resolver. Quero votar em gente que tenha como principal preocupação o país. Onde está?

 

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