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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Poupança (2)

Uma das maiores fatias da despesa do Serviço Nacional de Saúde é a dos medicamentos. Como também já disse anteriormente, é péssimo medicar demais, mas é igualmente mau medicar de menos, ou medicar apenas com o critério do mais barato.

É imprescindível que rapidamente se estabeleçam protocolos de terapêutica medicamentosa por entidade (doença), feita com base em critérios científicos, para que haja efectivamente uma redução da despesa mas, mais importante que isso, para que os doentes sejam mais bem tratados.

A adopção de novas terapêuticas e a introdução de novos medicamentos deve ser sujeita a parecer das comissões que existem para esse efeito. Por vezes medicamentos mais caros podem melhorar acentuadamente a qualidade de vida dos doentes, reduzir a probabilidade de recaídas, recidivas, infecções e, por isso, reduzir despesas a médio e longo prazo. No entanto, as indicações terapêuticas devem ser rigorosas, bem definidas e bem seguidas por todos.

Qualquer profissional de saúde está obrigado a prestar ao seu doente o que de melhor e mais indicado existe no seu caso, tendo em conta os conhecimentos científicos mais avançados, signifiquem eles mais ou menos despesa.

A maior poupança é evitar a doença e proporcionar a todos os cidadãos as melhores condições de saúde. Se não estiver doente, qualquer pessoa produz mais, melhor e é mais feliz.