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Variedades

por Sofia Loureiro dos Santos, em 27.02.08
Tenho andado um pouco afastada das lides bloguísticas, televisivas, debatentes, todas as lides que não sejam trabalhar.

Mesmo assim, como acordo com a TSF a berrar o furo jornalístico do dia, vou percebendo que a vida continua e o mundo gira, para lá das paredes que me rodeiam.

Assim, independentemente da jurisprudência, gostava de perceber a lógica de fazer pagar como horas extraordinárias as aulas de substituição, ou seja, ocupação das crianças e jovens adolescentes na escola, dentro da sala de aulas, com actividades lectivas, quando um professor falta, o que devia ser, mas todos sabemos que não é, uma excepção, por professores dentro do seu horário de trabalho. Escapa-me.

E mais gostaria de saber o que os professores, aqueles que são bons professores, que se esforçam por ensinar em turmas que não têm alunos escolhidos, aqueles que não são os mais velhos e portanto que ficam com os horários piores, com os alunos repetentíssimos, aqueles professores que são exigentes, que se esfolam por ensinar, o que é que estes professores sentem quando alguns dos representantes sindicais rebentam de satisfação por haver uma suspensão judicial do processo de avaliação do desempenho.

Porque as reformas são indispensáveis, mas não são estas, são outras, as avaliações são muito importantes, mas não estas, outras seguramente muito melhores, o estatuto da carreira docente, sim senhor, mas este não serve, outro é que devia ser.

Também me passou de raspão aquele que a TSF considerou ser um dia histórico: o dia da substituição de Fidel Castro, oh grande surpresa, pelo seu irmão Raul Castro, há 40 anos ministro da defesa de Cuba. Mais uma vez, fez-se história da banalidade informativa.

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publicado às 22:41


1 comentário

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De Stran a 10.03.2008 às 12:46

"Portanto esse tipo de argumento não me convence de que os professores têm que ser pagos em horas extraordinárias por dar aulas de substituição."
Não era o propósito argumentar que deveriam receber horas extraordinárias, pois julgo que isso neste momento é uma questão legal.

O que eu queria levantar era a questão que julgo ser fundamental: a qualidade de ensino. Gostaria de saber se existiu algum estudo que tivesse o enfoque o trabalho dos docentes antes de iniciarem estas reformas? Gostava de saber se alguém efectuou um levantamento das actividades que o professor executa?
Essa era uma pedra basilar para introduzir esta medida. Não basta chegar e mudar sem ter conhecimento do dia-a-dia.

Depois desse estudo então é que se poderia iniciar a escolhas dessas mudanças. Estudar-se-ia o impacto dessas mudanças na qualidade do ensino e tomar-se-ia uma decisão.

Da forma que foi feita ninguém sabe se a introdução desta medida teve um impacto positivo ou negativo na actividade efectiva de docência.

A generalidade da opinião publica tem a noção que o professor não quer trabalhar e "enguliu" o argumento da Ministra sem sequer poderar do real impacto que tem.

O mesmo se aplica a muitas das reformas que foram feitas que foram apressadas, irreflectidas e muito provavelmente inconsequentes, como a da obrigatoriedade dos professores permanecerem na escola no seu horário não lectivo que já é uma realidade nas nossas escolas.

Faz-se reformas e tomam-se decisões ao estilo do "Alfa pendular": primeiro compra-se os comboios para depois se verficar que os carris existentes são demasiado pequenos para os alfa pendulares serem utilizados (foi um caso real e que levou à demora de implementação).

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