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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

A tabloidização da política

 

 

A política portuguesa rendeu-se à cultura massificada das telenovelas e dos reality shows.

 

Tal como no big brother, assistimos em directo e ao vivo às trocas de argumentos, às condições, propostas e sugestões de governação, às respostas e às decisões. É através de um comentador político que ouvimos o anúncio de uma candidatura presidencial, é num programa de  debate viciado que assistimos a ministros a defenderem-se das populações, a magistrados a fazerem justiça mediática.

 

Tal como nas telenovelas os líderes vivem os seus mandatos em juras de amor e ódio, ataques ao carácter e declarações de falta de confiança. As instituições democráticas deixaram de ser o cerne da vida democrática. Não há qualquer pudor em misturar o privado e o pessoal com o público e o institucional.

 

Também foi pela televisão que Passos Coelho disse nim ao OE, Paulo Portas disse não e Teixeira dos Santos aceitou, magnanimamente, a equipa de trabalho do PSD. Não sei se depois há verdadeiro trabalho nos bastidores, mas cada vez tenho mais dúvidas.

 

Quando pensávamos que a era de informação iria abrir a porta a mais cidadania, a mais participação pública e a mais responsabilidade, eis que nos apercebemos do exacto contrário. A discussão e o debate estão ao nível dos observados na Casa dos Segredos, e todos nós assumimos os papéis de Marcos e de Martas, de Júlias Pinheiros e  Teresas Guilhermes.

 

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