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Barbárie

por Sofia Loureiro dos Santos, em 29.08.10

 

Apedrejar alguém até morrer é uma barbaridade. Deveria sê-lo para toda a humanidade, independentemente da religião, do status sócio-económico, de razões culturais, de cor da pele, de orientações sexuais, de escolhas políticas ou outras.

 

É claro que a opinião pública só é importante nos países em que essa opinião pública se pode informar e manifestar, em que há liberdade de expressão, em que há respeito pelos direitos humanos e pelos valores democráticos. Não é esse o caso do Irão, como não é o caso de Cuba, da China ou da Venezuela.

 

A esses países não chegam as notícias das manifestações, dos protestos, dos movimentos de solidariedade. Essas sociedades não comungam dos mesmos valores das sociedades ocidentais.

 

Mas não é por isso que a lapidação deixa de ser uma barbaridade para a qual todos os que a sintam como tal protestem, se manifestem e escrevam textos condenatórios. Apenas porque, na nossa sociedade ocidental, temos o poder de dizer o que não queremos e não precisamos de justificações para a solidariedade.

 

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publicado às 18:10


2 comentários

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De bettencourt de lima a 29.08.2010 às 23:25

No culminar da civilização


Estamos perante a barbárie mais repelente, mais indigna, mais vil, que se apresenta sob a forma de aplicação de preceitos religiosos e, no fundo, apenas esconde uma percepção da realidade baseada na desigualdade em relação à mulher, atavismo do mais primitivo. Preconceito que se arrasta desde os primórdios dos humanos, onde prevalecia a força física para sobreviver. De intelecto castrado, exibindo perante o mundo a bestialidade dos seus preceitos, pretende a todo o custo apresentá-los como se de elevação moral se tratasse. Todo o amor será proibido, toda a sensualidade condenada. E ainda vem reclamar de «assuntos internos do estado iraniano». A ser assim, ainda havia provavelmente escravatura.
Não, ninguém pode ficar indiferente!
Repugnante!

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De André Couto a 30.08.2010 às 15:17

Saudações.

A esses, ou a quaisquer outros, países regidos por fundamentalistas, sejam eles de esquerda, direita, ou religiosos, falta-lhes um elemento essencial que deveria estar presente nos modelos de gestão de qualquer governo, sociedade e até na nossa vida particular: Bom senso.

O bom senso, ou mera razoabilidade, ditariam que não se cometessem estupidezes enormes como retirar a vida a alguém, seja de que modo for, com o objectivo de fazer justiça.

O cumprimento de penas de prisão tem o âmbito não apenas punitório mas (re)integrador. Parece-me óbvio que qualquer fundamentalista não tem preocupações de integração.

Lembro-me sempre de um facto incontornável, relacionado com o terrorismo:
A maior número de vítimas mortais do terrorismo religioso islâmico são muçulmanos. Morrem mais às mãos de "irmãos" do que às balas dos "Infiéis".

Na Arábia Saudita está por aplicar uma recente determinação de um tribunal desse país:
Um homem deixou outro incapacitado por ataque com arma branca.
Sentença:
Lei do Talião, submeter o meliante a intervenção cirúrgica para o deixar igualmente estropiado.

Estão só a ter dificuldade em encontrar médicos capazes de levar a cabo a notável deliberação judicial...

É este o mundo em que vivemos.

Cumprimentos.

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