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O estado da nação

por Sofia Loureiro dos Santos, em 15.07.10

Tenho dado conta, em vários posts, das muitas desilusões e críticas a este governo e a este PS. Mas hoje, ao ouvir o debate parlamentar sobre o estado da nação, felicito-me por ter votado no PS e em José Sócrates.

 

A oposição, da esquerda à direita, não é capaz de alinhavar críticas construtivas às políticas governamentais. Para a oposição, da esquerda à direita, o país é uma ilha no fim do mundo, desligada da crise, das economias recessivas, da globalização, de tudo o que existe e existiu à sua volta. Simultaneamente, as reformas que foram começadas e ensaiadas pelo governo, este e o anterior, são o mote para as críticas demagógicas e populistas de quem não quer ou não faz a mínima ideia de como reorganizar os serviços públicos, de saúde e de educação.

 

Por muitos defeitos que este governo e que este PS tenha, e que são muitos, não há, neste parlamento e neste arco partidário, uma voz, uma ideia, uma oratória com um mínimo de originalidade, de confiança, nada nem ninguém que sugira uma alternativa, para além dos chavões milhares de vezes repetidos, da esquerda à direita.

 

O estado da nação é mau. Mas seria muito pior se qualquer dos opositores do governo estivesse a governar.

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publicado às 18:08


6 comentários

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De AGB a 15.07.2010 às 18:32

Não posso concordar mais.
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De concha a 15.07.2010 às 20:36



EU TAMBEM!
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De Valupi a 15.07.2010 às 21:43

Exactamente, Sofia. É o estado desgraçado da oposição.
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De ACÁCIO LIMA a 15.07.2010 às 21:46

COMENTÁRIO AO POST "O ESTADO DA NAÇÃO", NO BLOG "DEFENDER O QUADRADO", DA AUTORIA DE SOFIA LOUREIRO DOS SANTOS

01- Citando “.... a oposição da esquerda à direita”, é uma frase que “passa ao lado”, não explicitando, a informal “Coligação Negativa”, cujo cimento aglutinador e ligante, é o conservadorismo, o arcaismo, a aversão à utilização dos avanços técnicos e tecnológicos para aperfeiçoar a Qualidade de Vida das populações e na rejeição da racionalização do uso das logísticas, humanas e materiais, existentes, traços comuns a toda a oposição.

Esta minha linguagem encontra suporte em dezenas de análises de diversas tomadas de posição, feitas por mim, a que acresce o manancial dos saberes colhidos nos comentários, que urdem, tecem e tornam consistentes e coerentes, os muitos post da Autora, inseridos neste blog “Defender o Quadrado”.

Explicitamente, refiro que subscrevo o post da Autora, “O Estado da Nação”.

02- O carácter arcaico e conservador da oposição, é emblemáticamente ilustrado na rejeição da “Co-Inceneração”, processo testado em dezenas de países e certificado pelos melhores pensadores e conhecedores dos problemas ambientais, como é emblemáticamente ilustrado pela rejeição do Projecto Ota, numa submissão a interesses aparentemente anónimos, que o Presidente da República deu cobertura, sem exigir que a população fosse informada por quem os apoiava, alimentando o obscurantismo, o secreto. em vez de pugnar pela transparência.

O Conluio das diversas oposições inicia-se aí, e vai progredindo.

03- Mas devo sublinhar o diagnóstico exarado no post: “o país é uma ilha- (para a oposição)- no fim do mundo, desligado da crise, das economias recessivas, da globalização”.

E volta a ser um novo Conluio , extrema direita- maximalistas- leia-se PCP+ Bloco- num mesmo nacionalismo, soberanismos e patrioteirismo, na incapacidade de mergulharem no real, o real do acréscimo de Interdependências entre Estados, Economias e entre Povos.

O “Orgulhosamente Sós, salazarento, re-visitado.

04- Mas também devo sublinhar uma outra passagem do post “... as Reformas, são o mote para as críticas demagógicas e populistasde quem não quer ou não faz a mínima ideia de como reorganizar os serviços públicos da Saúde e da Educação”.

Tudo a milhas da Racionalidade, tudo na incapacidade, de partindo da análise das situações, construir um Projecto urdido, uma Estratégia fazendo face a novas necessidades da Sociedade.

Mas essa metodologia de Construir Racionalmente Um Projecto, está hoje teorizada, bastando ler o livro, publicado pela ex-Ministra da Educação, Lurdes Rodrigues.

Livro que está para além das vicissitudes de conturbado Processo, para entrar na teorização da forma de conceber e ir construindo um Modelo, um Projecto e uma Estratégia.

05- A Autora não tem dúvidas sobre as virtualidades das políticas e das posturas do Partido Socialista, face aos seus opositores, num claro APOIO CRÍTICO, de que não prescinde.

06- Perfilho esta postura da Autora, mas se me fosse dado discernir sobre o tema na mesa, não teria deixado de pontuar duas outras vertentes da Governação do Partido Socialista:

- a luta contra a Burocracia

- a luta contra O Corporativismo, embora aí de forma timida, fugindo a uma CRÍTICA RADICAL à Doutrina Corporativa, que informava o anterior regime, e persiste nas cabecinhas de muita gente, mesmo de profissionais bem letrados.


Cordiais, Afávéis e Amistosas Saudações Democráticas, Republicanas e Socialistas de

ACÁCIO LIMA


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De mdsol a 15.07.2010 às 22:02

Apesar do desgaste (pudera!) é mesmo assim.

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De António P. a 15.07.2010 às 22:07

Boa noite Sofia,
Tenho a mesma sensação e o mesmo sentido de voto.

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