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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Buracos negros

 

Gostaria que me explicassem como é que se recriam episódios da história recente de Portugal, nomeadamente dos últimos 100 anos, esquecendo a existência do Estado Novo e das organizações que o integraram.

 

Gostaria de entender qual é o problema de um agrupamento de escolas de Aveiro decidir comemorar o centenário da República teatralizando vários episódios, inclusive a forma como se vestiam as crianças da Mocidade Portuguesa, realidade que mais de três décadas de crianças viveram obrigatoriamente (1936 a 1971 – correspondendo a 35% desses 100 anos).

 

Infelizmente durante os anos da Mocidade Portuguesa o poder político instrumentalizou o conhecimento da História de Portugal, esquecendo uns episódios e enaltecendo outros, distorcendo a informação que era veiculada nas escolas, nos livros, nos discursos, nos teatros, em todas as manifestações sociais e culturais.

 

Tantos anos após o 25 de Abril ainda há quem tenha dificuldade em lidar com o próprio passado. Em democracia e em liberdade não podem existir buracos negros. Apelidar de fascistas os professores que organizaram os eventos e que estimularam os seus alunos a estudar e a preparar essas comemorações é, antes de mais, um exercício inaceitável de censura.

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