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República

por Sofia Loureiro dos Santos, em 31.01.10

 

 

Começaram ontem as comemorações dos 100 anos de implantação da República.

 

Ao contrário dos fundamentalistas da bondade da 1ª República, levantam-se agora os fundamentalistas da monarquia. Sem surpresa, as opções políticas de quem defende uma e outra visão não são inocentes.

 

Os ideais da República não se reduzem à forma como os primeiros responsáveis do novo regime lidaram com os problemas do país e com esses mesmos valores.

 

Desde o 25 de Abril de 1974, ou mais precisamente desde o 25 de Novembro de 1975, podemos considerar que foi fundada a 3ª República em Portugal, aquela em que os ideais republicanos, como a democracia, se realizaram.

 

Cem anos depois o mundo mudou e Portugal com ele.

 

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publicado às 12:59


2 comentários

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De M.Coelho a 31.01.2010 às 13:30

Aparte discordar quanto á indicação desta República como 3ª. ( aí sigo M.Soares ) de resto estou absolutamente de acordo.
VIVA A REPÚBLICA !
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De ACÁCIO LIMA a 31.01.2010 às 14:59

COMENTÁRIO AO POST-IT "REPÚBLICA” DE SOFIA LOUREIRO DOS SANTOS

01- Imponha-se anotar o início das Comemorações da Implantação da República, em Potugal.

02- Imponha-se anotar que o “25 de Abril” foi e é, o renovar da Républica, trazendo para a ribalta o Espírito da República.

03- Mais que um regime , era uma concepção geral, do modo de estar no mundo., REPUBLICANO e LAICO, que estava e está, em causa.

04- Mau grado nosso, nem sempre, tal entendimento, foi seguido na luta política e ideológica.

05- Será por isso, que não resisto, em baixo, a contar uma pequena história da História.

Cordiais e Afáveis SAUDAÇÕES DEMOCRÁTICAS E REPUBLICANAS de

ACÁCIO LIMA


UMA PEQUENA HISTÓRIA DA HISTÓRIA

Corriam os anos 60 e 70, no País, e nos Fortes de Caxias e Peniche.

Nessa época, os então presos políticos do regime do Estado Novo, salazarista e corporativo, acantonavam-se em torno do PCP, maioritáriamente, e minoritáriamente, em torno do CMLP.

O PCP sempre comemorou, na prisão, o “05 de Outubro”. Fato completo, gravata vermelha.

Entendimento diferente teve o CMLP, sobre o significado histórico da Implantação da REPÚBLICA, e sobre o espírito subjacente a tal facto, de um processo histórico de democratização da vida dos portugueses. Não assinalava a data.

Lembrei-me que existe o termo “esquerdismo” e que existem os “esquerdalhos”.

No micro cosmos da prisão política, estas divergências ocorriam, e tinham um valor enorme, difícil de ser avaliado, e até percepcionado, pelos que não tiveram essa vivência.

O Detalhe deixa de ser Detalhe. Engrossa.

Também, e de outra forma, a divergência surgia na efeméride do “1º de Dezembro”. O PCP celebrava a Restauração.

O CMPL ignorava a data.

Relato os factos.

Se quizerem, DETALHES.

História pequena da Grande História.

Mas lembro o meu saudoso Amigo, Eduardo Guerra Carneiro, que poetava: “Isto anda tudo ligado”.

31 de Janeiro de 2010

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