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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Presidenciais antecipadas

 

As eleições presidenciais tomaram importância acrescida desde o episódio das escutas  a Belém. Ao perder credibilidade e capacidade de acção, perante a crise económica e a crise política que se avizinha, seria necessário um Presidente respeitado pelas restantes instituições, que fosse capaz de congregar esforços sem intervir na luta partidária.

 

Manuel Alegre apresentou-se às últimas eleições presidenciais sem o apoio do PS. Foi um erro político de Sócrates que, ao arrepio de muitas vozes dentro e fora do PS, preferiam um candidato que englobasse a área do centro esquerda. Mário Soares surgiu já derrotado e Cavaco Silva capitalizou a existência de duas candidaturas com base na matriz socialista.

 

Votei em Manuel Alegre. O meu blogue surgiu precisamente com o objectivo de, dentro do pouco que podia, fazer campanha por aquela candidatura. As minhas razões estão explicadas ao longo desses dias e não vou repeti-las.


Passaram-se quatro anos e tivemos uma legislatura inteira de governo socialista. Foi um governo que tentou apresentar alternativas, fazer reformas, mudar o que estava parado. Manuel Alegre, ao longo de toda a legislatura, fez um contraponto muitas vezes incompreensível à política governamental. Estão neste grupo as críticas à actuação do Ministro Correia de Campos, acusando o governo de tentar destruir o SNS, e à actuação da Ministra da Educação, pactuando com a demagogia e o populismo dos partidos que se dizem de esquerda, mas cuja defesa da escola pública se limita à defesa dos interesses instalados de uma classe profissional.

 

Os jantares de apoio a Manuel Alegre são os preparativos para uma onda de dinamização para a próxima candidatura a Belém. Respeito Manuel Alegre e penso que será sempre uma referência, pelo menos é-o para mim, pela sua frontalidade e pela forma de exercer a cidadania. Mas se Manuel Alegre não está refém de ninguém também o PS não deverá estar refém de Manuel Alegre. E seria bom que Manuel Alegre e os seus apoiantes pensassem se essa é a candidatura que melhor servirá o país.

 

(Também aqui)
 

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