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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

A coligação do inadiável

 

Acho muito interessante a discussão que tem havido sobre a índole reformista do governo, que vários comentadores e politólogos já decidiram que não terá.

 

Antes da tomada de posse do governo anterior havia um clamor de todas as elites académicas, económicas, artísticas, todas, em como eram essenciais e inadiáveis as reformas estruturais na saúde, na economia, na educação, na administração pública, na justiça, enfim, era preciso reformar o país.

 

O governo anterior fez precisamente isso. Mas quando as reformas começaram a incomodar as inúmeras corporações, romperam as movimentações para parar as ditas reformas. Contra as manifestações, as notícias do desagrado das populações, do fechamento das estradas, o governo manteve as suas intenções reformistas.

 

Pois a oposição toda, da esquerda à direita, criticaram-nas na forma e no conteúdo, de tal forma que a campanha eleitoral foi feita com base na coligação negativa que queria mudar o que o governo tinha feito em quatro anos.

 

Ou seja, os ímpetos reformistas do anterior governo foram arrasados precisamente por quem sempre exigiu as tais reformas inadiáveis. Agora que o governo é minoritário os partidos, os comentadores e os politólogos estão preocupadíssimos com as tais reformas mais uma vez e cada vez mais inadiáveis que já decidiram que o governo não será capaz de fazer.

 

Talvez se enganem, apesar dos esforços que farão para terem razão.

 

Nota: também aqui.

2 comentários

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    Sofia Loureiro dos Santos 24.10.2009 12:52

    Temos dias... Mas eu sou optimista, de uma maneira pessimista.
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