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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Falta muito

Dei-me a mim própria um intervalo de cidadania para egoistamente me entregar aos rituais da época. Li apenas os títulos dos jornais online e os posts dos blogues habituais. Não me apetecia saber o que se passou no mundo e no país, porque o intervalo foi para mim, não para a vida de todos os dias.

 

Ainda bem que o fiz pois os atentados bombistas não respeitaram tréguas natalícias, a crise financeira global esqueceu-se do Menino Jesus e os nossos governantes, nomeadamente o Primeiro-Ministro, foi bem o exemplo do novo-riquismo consumista e exibicionista das nossas sociedades actuais.

 

Na sua mensagem de Natal congratulou-se com o que ele fez, com o que ele conseguiu, com o que ele projectou. Não houve palavras inspiradoras nem mobilizadoras, não houve reconhecimento de dificuldades, erros ou desvios. Apenas um discurso ritmado e publicitário, pré-eleitoral, sem a grandeza dos líderes que injectam esperança mesmo quando apenas se vêm muros, escolhos e armadilhas.

 

É em tempos difíceis que se deve olhar e ver acima das lutas partidárias, para além do deve e haver das partilhas dos lugares de deputados, das percentagens eleitorais, das maiorias com ou sem poder.

 

O poder serve para servir. Precisamos de governantes que nos inspirem confiança, que nos mostrem que somos capazes do melhor, mesmo nas piores circunstâncias, não de governantes que apenas se vejam a espelhos adulatórios.

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