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Fado Português

por Sofia Loureiro dos Santos, em 14.09.08

 

canta: Amália Rodrigues

(música de Alain Oulman; letra de José Régio)

 

O Fado nasceu um dia,
quando o vento mal bulia
e o céu o mar prolongava,
na amurada dum veleiro,
no peito dum marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.

 

Ai, que lindeza tamanha,
meu chão, meu monte, meu vale,
de folhas, flores, frutas de oiro,
vê se vês terras de Espanha,
areias de Portugal,
olhar ceguinho de choro.

 

Na boca dum marinheiro
do frágil barco veleiro,
morrendo a canção magoada,
diz o pungir dos desejos
do lábio a queimar de beijos
que beija o ar, e mais nada,
que beija o ar, e mais nada.

 

Mãe, adeus. Adeus, Maria.
Guarda bem no teu sentido
que aqui te faço uma jura:
que ou te levo à sacristia,
ou foi Deus que foi servido
dar-me no mar sepultura.

 

Ora eis que embora outro dia,
quando o vento nem bulia
e o céu o mar prolongava,
à proa de outro veleiro
velava outro marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.

 

 

canta: Dulce Pontes

(música de Alain Oulman; letra de José Régio)

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publicado às 12:49


3 comentários

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De Transdisciplinar a 15.09.2008 às 16:14

Bela fotografia da Amália !
Porque não pô-la a ela a cantar ?
:))
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De Sofia Loureiro dos Santos a 15.09.2008 às 22:05

Porque não consegui. Mas se clicar no nome vai ter ao youtube .
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De Transdisciplinar a 15.09.2008 às 22:56

Por vezes esqueço-me de que os seus encarnados são links.

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