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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Inutilidades triviais

Não me tem apetecido participar nesta voracidade alarmista dos combustíveis, dos bens alimentares, das desigualdades, da pobreza, da catástrofe que aí vem, dos avisos do pai Soares, da rebeldia do pai Alegre, de tanta retórica e de tanto falatório manipulado e manipulador, mas sobretudo inútil e trivial.

 

Todas estas realidades que existem, infelizmente, desde há anos e anos, com governos de direita e de esquerda, estão repentinamente na boca de todos os candidatos, de todos os governantes, mas principalmente dos ex-governantes, que no entretanto conviveram pacificamente com este fenómeno, abanando a cabeça com seriedade e muita preocupação.

 

Vamo-nos embrulhando com as quezílias requentadas do PSD, com os comentários delirantes dos comentadores, com as promessas tonitruantes do nosso Primeiro.

 

O que vale é que ainda vai havendo arroz, mesmo com o preço a subir, para regressar ao preço a que já esteve, há anos, embora ninguém aparentemente se espante com a carestia dos cereais nessa época. E de vez em quando umas investida da ASAE, para que o nosso defensor mor Paulo Portas clame por justiça aos produtos artesanais, nossos, só nossos e nunca melhores do que sem regras. Esses é que são os genuínos, os que ele consome, obviamente.

 

Adenda: vale a pena ler o post de Fernanda Câncio: pobre portugal.

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