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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

25 de Abril

 

Já passaram 34 anos desde o 25 de Abril e a nossa democracia é uma realidade. Tem defeitos? Pois tem, defeitos de uma sociedade que é feita por pessoas, que vive e se transforma diariamente.

Era uma miúda em 1974 mas absorvi aqueles tempos como uma esponja e a alegria, o voluntarismo, o optimismo, a irrealidade que se vive nos sonhos tocou-me profundamente. Não há nada que se consiga sem a ingenuidade e a utopia de quem começa. E o país começou, ou recomeçou muita coisa.

O coro de vozes soturnas e azedas que se lamentam todos os anos e que vaticinam o pior para o que há-de vir é cansativo e enervante. Só quem não quer ver é que pode sequer comparar a qualidade de vida, o desenvolvimento económico, a prosperidade de Portugal antes e depois do 25 de Abril.

Ao fim de 3 décadas muito mudou e muito há para mudar. A celebração deste dia renova-nos a esperança pois podemos ter a certeza de que a democracia, o bem-estar e a liberdade são possíveis, são alcançáveis e estão nas nossas mãos.

Que se façam sessões solenes na Assembleia da República, que se façam manifestações e marchas, que se façam concertos, exposições, piqueniques, manhãs de praia ou na cama, que cada um celebre o dia à sua medida, nunca esquecendo que desconhecer o passado é comprometer o futuro.

Este é um dia de festa para todos. Não há mais ou menos democratas, não há melhores ou piores herdeiros da revolução. Somos todos filhos da madrugada.

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