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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

de raiz

 

abraçar mesmo o mundo

o mesmo que trepar a um cedro

solto como destino a pulso

à força dos braços por dentro

 

amar a sério o centro o corpo

sério como coração e nervo

se abrirem ao tempo incerto

que passa o tempo entretanto

 

querer viver a vida no entanto

sem vivê-la instante a momento

é declarar morto o que está vivo

 

esperar pela morte como o vento

esperar que tudo passe ao lado

sem vivos nos termos sentido

 

(poema de Joaquim Castro Caldas)

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