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MARL - realidade virtual

por Sofia Loureiro dos Santos, em 31.03.06

Alguém sabe o que é o MARL? Já alguém foi ao MARL?

O MARL é o Mercado Abastecedor da Região de Lisboa, SA. Como o próprio nome indica, serve para que os comerciantes se vão abastecer de comida, fruta, peixe, congelados, vinho, queijos, flores, etc.

O meu contacto com o MARL deveu-se à vontade de comprar um produto dos Açores, mais precisamente vinho da ilha do Pico, comercializado pela Companhia dos Açores, que, depois de vários e-mails sem resposta, informou que os seus produtos estavam à venda no “El Corte Inglês” e no MARL. Apesar de estremecer de horror, lá se foi ao “El Corte Inglês”, que não tinha pois estava esgotado na origem. Pouco depois a Companhia dos Açores informou que lamentava que tivessem dito isso, mas que havia vinho do Pico no MARL.

Excursão até ao MARL, que imaginava eu seria uma babel de gente formigando e comprando e transportando, com estrépito e confusão, com as cores das vozes e das flores, os sons dos camiões e os cheiros do peixe, assim como uma praça monumental.

Engano meu.

Ontem, às 22 horas, já que passámos perto, resolvemos ir ao MARL. Pouco iluminado e com muito poucas indicações, lá chegámos a um recinto enorme, com grandes estruturas de tipo armazéns, fechados, dispostos paralelamente, divididos em 2 grandes grupos, com nomes que não fazem minimamente lembrar o que se poderá lá encontrar.

Ninguém à vista. Deserto noctívago e melancólico. De vez em quando passava uma camioneta. Parámos num café, que lá estava perdido, e perguntámos onde poderíamos encontrar a “Companhia dos Açores”. Ninguém fazia ideia. Perguntámos na estação de serviço, única coisa bem iluminada de todo aquele conjunto, que nos indicou um aglomerado de armazéns dispostos junto a uma rua que subia com inclinação assustadora.

Encontrámos um segurança (finalmente!) que nos assegurou que havia uma “Companhia dos Açores”, mas que estava fechada, àquela hora.

Lá pagámos 1.15 euros.

Hoje decidimos que às 18 horas devia estar aberto. E rumámos à CREL, depois desviámos para o MARL, onde vimos placas indicadoras para S.Julião do Tojal, indo direitos aos tais armazéns mais acima.

O deserto noctívago reproduziu-se nesta tardinha, não havia quase ninguém, nem placas a indicar onde estão as frutas, ou o peixe, ou os automóveis, ou outra coisa qualquer.

Quando desistíamos, um senhor que passava por lá disse-nos que lhe parecia que a “Companhia dos Açores” era ali atrás.

De facto, eureka, encontrámos, na parede, letras que diziam “Companhia dos Açores”, com um número de telefone. Como parecia tudo fechado (há vários anos) resolvemos telefonar. O telefone nem sinal dava, mesmo com rede. Subimos umas escadas íngremes e suspeitas, com a promessa dos “escritórios”, mesmo ao lado dos "sanitários". Fomos dar a uma porta fechada. Depois de muitas campainhadas não correspondidas, abandonámos o MARL (não esquecer mais 1.15 euros, a dinheiro, pois não se podem usar cartões).

Portugal no seu melhor!!

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publicado às 22:02


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