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Relacionamentos

por Sofia Loureiro dos Santos, em 28.10.06
Os relacionamentos humanos são habitualmente pautados pela constância, fidelidade e lealdade. Biologicamente, o equilíbrio é sempre o objectivo, e a manutenção de um estado basal de felicidade, controlado e alimentado pelas substâncias químicas que nos regulam, é condição necessária para uma expressão benigna de emoções.

Por isso os seres humanos tendem a manter as relações, seja com os membros da família, com os companheiros amorosos, colegas de trabalho, seja com entidades mais vagas e de contornos mais difíceis de definir como empresas ou o seu país.

Mesmo que ao longo do tempo a relação sofra revezes, todos tentam, por acção mas mais por omissão, regressar ao equilíbrio desejado. O problema é a existência de memória e de imaginação.

Quando os acontecimentos são repetidos, quando o desequilíbrio é sempre num determinado sentido, há uma exaustão das hormonas da felicidade, que reduzem a tolerância à agressão e reduzem a capacidade de imaginar soluções alternativas.

Se neste quadro de fundo, houver uma súbita lesão somativa, mesmo que, em absoluto, ela seja negligenciável, pode resultar na aniquilação da relação, da qual só se sai em rotura.

As últimas sondagens, como afirma Tiago Barbosa Ribeiro no seu post, não me parecem reflectir ainda o tal desequilíbrio resultante de agressões constantes e repetitivas, a que o corpo do país tem sido submetido durante esta governação.

Mas é bom que o governo cuide da sua relação com o povo. Porque pode suceder que, quando se der conta, as glândulas já não tenham nada para segregar e qualquer pequena traição redunde em divórcio litigioso.

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publicado às 11:53


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