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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Anacronismos

Há dias em que o optimismo é um exercício totalmente impossível.

Continuamos a ouvir manifestações contra as aulas de substituição (medida que alguns professores boicotam ao “entreter” alunos com jogos e outras inutilidades, em vez de desenvolverem o tão falado trabalho educativo), promessas de luta a medidas que pretendem colocar os professores nas escolas, o seu local de trabalho, em tempo de férias lectivas (Natal, Carnaval, Páscoa e Verão), para desenvolverem trabalho que não seja apenas o de leccionar.

Ouvimos clamar contra o novo estatuto da carreira docente, pela impossibilidade de todos os professores, maus, bons ou assim-assim, chegarem ao topo da carreira e pela necessidade (oh, horror!) de avaliações para progressão.

A Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública convocou uma greve de 2 dias porque (...) O Governo não pode continuar a atacar impunemente as condições de vida e de trabalho e a dignidade dos trabalhadores, para favorecer os grandes grupos económico-financeiros! (…) Para que isto assim seja, o Governo PS/Sócrates tem que tirar poder de compra aos trabalhadores e aos reformados, tem de acabar com direitos sociais, degradar a Segurança Social e os Serviços Públicos e entregar as partes rentáveis ao grande capital, tal como exigiu a irmandade do Compromisso do Beato, em propostas que a CGTP não hesitou em classificar de terroristas. (…) Os objectivos nefastos do Governo manifestam-se em todas as áreas da Administração Pública (…) Na Justiça, com um ataque aos Tribunais e às independência das Magistraturas e dificultando, quando não impossibilitando, a acesso à justiça aos mais desfavorecidos; (…) Nas Autarquias Locais, com a limitação ou a retirada de autonomia do poder local democrático.(...) (destaques meus).

Os sindicatos, ao contrário do que é a sua obrigação, transformam num ridículo absoluto as verdadeiras e justificadas apreensões de quem trabalha.

Não é deste sindicalismo que necessitamos.

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