De Sofia Loureiro dos Santos a 02.11.2006 às 17:20
Ricardo Morgado (99): obrigada pelos seus comentários.
O primeiro problema relativamente ao que os professores pensam das aulas de substituição (ou de qualquer outro assunto) é que só sabemos o que os sindicatos (14!!) dizem que os professores pensam e que, sinceramente, não posso acreditar que seja o que a enorme maioria dos professores pensam. É esse o problema que foco relativamente ao sindicalismo, na área da educação e em todas as outras, o problema da representatividade efectiva das estruturas sindicais e o mal que estas podem estar a fazer aos seus (poucos) associados.
Relativamente às aulas de substituição, cada escola deveria saber encontrar formas de ocupar os alunos em actividades de estudo, de trabalho, em bibliotecas, em clubes, etc, nas vezes em que (e deveriam ser muito raras), o professor faltasse e não tivesse tido oportunidade, como diz que acontece na Suécia, de arranjar substituto.
Quanto às férias escolares e pausas lectivas, o facto de não haver aulas não implica que os professores não tenham trabalho, na escola, para fazer. Não entendo a "luta" anunciada quando o ministério diz que pretende que os professores compareçam na escola durante as férias escolares. Se é isso que se passa, os professores deveriam, serenamente, fazer notar que o ministério estava a ser populista. Mas estará?