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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

A duas mãos

Inventar um sorriso
à distância de um segredo
desenhar o amor
à sombra de um degredo
abrir as cortinas
derrubar o muro
apagar o medo.

(poema de Ana)



Sal e sangue
nos dias do paraíso
são nossos os braços em cruz
com que erguemos o muro.

Sal e sangue
nos dias em que é preciso
moldarmos pedras e ventos
com que enfrentamos o mundo.


(pintura de Nereida García Ferraz: De Semillas)

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