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Passear

por Sofia Loureiro dos Santos, em 18.05.07

Desde a senhora gordíssima que conduzia o táxi que me trouxe do aeroporto ao hotel, passando pela empregada do café junto ao convento, onde me inclino perante os cientistas e a ciência, as pessoas com quem me cruzo na rua e a quem pergunto direcções e opiniões, até ao generoso empregado do restaurante que, desta vez, me recomendou uma especialidade da casa e da região, trazendo-me, inchado e orgulhoso, metade de um frango panado mal frito, sem qualquer acompanhamento, só encontrei uma senhora antipática, magra, tipo espinafre, azeda que nem vinagre, repetindo exactamente as mesmas palavras incompreensíveis depois de eu lhe ter dito, o mais delicadamente possível, que não falava a sua língua. Parecia um computador com voz grasnante.

Ainda por cima eu estava totalmente descomposta, cheia de sacos, o casaco pendurado na pasta pesadíssima (com papéis, resumos de comunicações e mapas), totalmente alagada depois de duas horas a pé, à torreira do sol.

Sim: ontem chovia e hoje, na televisão do quarto, consegui descortinar que estavam nove graus (às 8:00h). Portanto, apesar de transpirar por todos os poros devido à temperatura climatizada, armei-me de casaco, chapéu e guarda-chuva dentro da pasta, para além de um lenço à volta do pescoço. Depois do pequeno-almoço, e perante um céu imaculadamente azul, decidi que era melhor desistir do peso do guarda-chuva e do lenço do pescoço.

É claro que a meio do caminho (meia hora até ao dito convento) já eu resmungava pelo casaco, pela carteira, pela pasta, enfim, pelo calor que já estava àquela hora da manhã.

No convento estava uma temperatura agradável e, apesar das cadeiras desconfortáveis (deve ser para os ouvintes não adormecerem) e do esforço para entender o inglês dos palestrantes, foi uma manhã e uma tarde interessantes e proveitosas.

No fim do programa cumprido, cheia de novidades e projectos futuros, decidi conhecer mais um pouco da cidade andando pelas ruas, hoje bastante animadas (ontem era feriado), entrando nas lojas, olhando, ouvindo, cheirando as flores nas ruas. Perdi-me por diversas vezes o que só aumentou a canseira e o calor com que me arrastava. Mas valeu a pena. É uma cidade muito simpática. Fico com vontade de voltar.

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publicado às 21:25


4 comentários

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De Sofia Loureiro dos Santos a 22.05.2007 às 21:51

Graz, na Áustria, atravessada pelo rio Mur. Cidade muito agradável, com gente muito simpática.
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De José Teófilo Duarte a 22.05.2007 às 12:34

Também estou com vontade de lá ir — As imagens são fantásticas — logo que saiba onde é. Ainda não percebi. Bom trabalho e divirta-se.
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De Zé Ninguém a 21.05.2007 às 20:07

Isto é que choca:

http://absolutamenteninguem.blogspot.com/2007/05/asae-do-caraas.html

Mais situações marcantes em:

http://absolutamenteninguem.blogspot.com

Tenham medo!
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De Cristina Loureiro dos Santos a 18.05.2007 às 21:55

Ah, Sofia, até eu estou com vontade de lá ir!
Ainda bem que está tudo a correr como deve: conferência proveitosa, bom tempo e cidade agradável :)
Descontemos o computador grasnante ;))

Beijinhos :))

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