Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Outras margens


Esqueço-me muitas vezes de abrir a janela e deixar esfriar a pele, secar afogueamentos de paixões inúteis, estéreis, frívolas, respirar a humidade da noite, sentir as luzes que se movimentam nas casas, viver para lá dos compromissos, da tortura do controlo.

Outras margens me esperam, outras viagens planeadas, outros acasos surgirão. Na roda do imparável, microcosmos no universo, pequenas moléculas num organismo que se move lentamente em direcção ao caos.

Desenho fronteiras quando escrevo
letras e sementes inventadas.
Para lá do poema apetecido
guardo as palavras cobiçadas
na sombra do sonho proibido.


(pintura de Irene Gomes: os moinhos de vento)

2 comentários

Comentar artigo