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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Janelas

Caminho devagar
sustendo a respiração
sustendo o corpo
nos ruídos das pedras.
O dia já não espera
e a noite enlutada
chora gota a gota
as letras do teu nome
uma senha de luz e de cor
que tarda em madrugar.

Caminho devagar
e paro a todas as portas
que se erguem
blindadas e surdas
aos meus passos.
E a noite arrepiada
sacode o teu nome
como senha para abrir
as janelas que me faltam.


(pintura de Toni Carlton: windows of time)

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