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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Intervalo

Gosto das bicicletas, dos cafés com mesas redondas e toalhas de tecido, dos jornais esticados por pauzinhos de madeira à disposição de quem os quer ler, do pequeno tabuleiro com o café, o açúcar, o leite e o copo de água, da tranquilidade, dos eléctricos.

Mas não é fácil quando se desconhece a língua nativa. Os panfletos que me deram na recepção do hotel, sem sequer os pedir, estão em alemão, tal como os mapas e as ementas.

Hoje, depois de grandes esforços de parte a parte (de mim e do empregado), em que dei a entender com o meu inglês macarrónico que queria qualquer coisa leve, por exemplo vegetais (estava a pensar em sopa de legumes, salada, guisado), ele presenteou-me com um prato de beringelas panadas, acompanhada de um molho com maionese e pickles. Não estava mau, mas depreendi que o inglês dele era tão macarrónico como o meu.

Tem chovido, mas nem isso impede as caminhadas pela margem do rio, para desenjoar de palestras ditas num inglês inclassificável (igual ao meu!), sobre milhares de coisas tecnológicas e de ficção científica que, felizmente, já estão ao alcance da maioria dos nossos países europeus. Tem havido um desenvolvimento exponencial na ciência e nem sempre conseguimos aplicá-la às nossas necessidades. Se calhar alguma não tem aplicabilidade (ainda…).

Também gosto daquelas carteiras enormes e cheias de moedas que os empregados dos cafés e restaurantes transportam à cintura. São desmedidas!

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