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Boas Festas

por Sofia Loureiro dos Santos, em 24.12.23

Air des Matelots | Marin Marais

Shashank Subramanyan & Os Músicos do Tejo

 

Lá fora o sol parece aquecer as almas

que descansam numa clausura serena.

As janelas separam o real do sonhado,

o barroco musical do ruído artificial.

 

Ouço este silêncio aconchegado

antes que me inunde o dilúvio do Natal.

 

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publicado às 11:42

Canções Heróicas

por Sofia Loureiro dos Santos, em 17.12.23

Fernando Lopes Graça

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publicado às 19:37

Quadras de Natal (10)

por Sofia Loureiro dos Santos, em 11.12.23

1971.jpg

Salvador Dalí (1971)

 

Não apagues essa luz
Que a noite não se detém
E eu quero ver Jesus
Com o brilho que ele tem

Não apagues a lareira
Que a noite não se detém
E no lume da fogueira
Nasce a estrela de Belém

Não feches o cortinado
Que a noite não se detém
E este fogo ateado
Reconforta quem lá vem

Não desfaças já a mesa
Que a noite não se detém
E quem chegar de surpresa
Será servido também

Não temas a solidão
Que a noite não se detém
Na concha da tua mão
O mundo sabe tão bem

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publicado às 18:38

20ª Competição Internacional de Piano de Leeds

2021 - final

por Sofia Loureiro dos Santos, em 02.12.23

Alim Beisembayev (1º prémio)

Sergei Rachmaninov – Rhapsody on a Theme of Paganini

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publicado às 15:30

Um dia como os outros (193)

por Sofia Loureiro dos Santos, em 02.12.23

UmDiaComoOsOutros.jpeg

"(…) Costa estava para durar e mesmo aqueles que sonhavam 24 horas por dia em derrubá-lo reconheciam isso. E, de repente, Costa cai não porque os seus inimigos políticos o tivessem derrubado, nem pela luta política normal, mas por uma política anormal em democracia, uma mistura grande de incompetência e irresponsabilidade e uma ideologia corporativa antidemocrática, o justicialismo.

É por isso que se devia falar, e muito, deste evento, porque ele transcende a prática normal da democracia e é relevante para todos, sejam da situação ou da oposição. Porque o justicialismo não é redutível ao confronto partidário, não é do PSD contra o PS, ou vice-versa, não é da direita versus a esquerda, ou vice-versa. É uma intervenção no terreno da política democrática de uma concepção corporativa que encontra legitimação numa ideia de superioridade do seu poder assente numa bondade, honestidade e integridade atribuídas a uma casta, que precisa de ter inimigos para se justificar como superior. E esses inimigos são os políticos em democracia, o “outro” poder.

(…) O justicialismo é uma forma mais sofisticada de populismo, mas muito próxima da substância do populismo que alimenta o Chega. Como se verifica no caso actual, os resultados da sua acção podem ser instrumentalizados, o que faz a direita radical e o lucrativo jornalismo de escândalos, retaliação e vingança, cuja ideologia também mergulha nas mesmas fontes. Mas o mecanismo do justicialismo actua para além dos seus efeitos no equilibro político, no reforço da imagem da casta e na intangibilidade dos seus poderes, sempre apresentados como sendo em nome de um valor maior que superaria os estragos menores que provocam.

(…) Estou consciente que há muitas vezes uma linha fina entre criticar o MP e querer estar acima da lei e não ver os seus crimes expostos e sujeitos a sanção. Mas aqui não há uma linha fina, há até uma bastante grossa que deveria existir entre a justiça e a política, e o justicialismo apaga-a todos os dias."

Público, José Pacheco Pereira (02/12/2023)

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publicado às 11:41


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