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Que sejamos felizes

(reloaded)

por Sofia Loureiro dos Santos, em 31.12.21

2022.jpg

No último dia de 2021 fazia um post assim titulado.

Há uma nuvem que perpassa por 2020 e 2021. Quase parece que os anos estão congelados, suspensos, tanto como suspendemos e congelámos as nossas vidas.

No último dia do último ano também tínhamos umas eleições perto. Essas previsíveis, enquanto as próximas o são menos.

Imprevisibilidade, é mesmo a palavra que me ocorre quando penso no ano de 2022.

Porque vou aprendendo, à medida que os anos passam, que tudo pode mudar de um momento para o outro, que o que sabemos certo pode transformar-se no incerto.

Perigosos tempos os que passamos.

Que sejamos felizes, É mesmo o que mais importa. Que sejamos felizes nós por fazermos felizes os outros.

Até para o ano.

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publicado às 19:37

60 pinguins

por Sofia Loureiro dos Santos, em 28.12.21

60 anos.jpg

Alguém me parabenizou com uma imagem de 60 pinguins.

Mesmo sem explicar o que esta piada privada significa, fica bem de ver que os 60 anos vierem ter comigo, ou eu deixei de fugir deles.

É realmente muito. Não sei porque são iguais aos 50 e, se calhar, também aos 40.

Os anos passam e eu sinto-me igual, com a excepção dos dias em que me sinto com 1000. Para mais, os últimos (2020 e este) não existem na minha mente, embora tenha a certeza de que irão perdurar na minha memória.

Muito obrigada a todos quantos se lembraram de mim, neste dia que acaba por ser sempre um marco, e ao qual atribuímos significados que, na maioria das vezes, não têm significado nenhum.

Para o ano haverá mais..... espero.

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publicado às 21:01

Boas Festas

por Sofia Loureiro dos Santos, em 24.12.21

cartao natal 2021.jpg

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publicado às 16:16

Dormências

por Sofia Loureiro dos Santos, em 19.12.21

HARRIE FASHER.JPG

Harrie Fasher

 

Olho para o dia como sucessão de segundos

cada qual mais longínquo e inatingível.

Deslaçado o corpo e dormente a alma

arrasto a vontade de alargar as brumas da noite

fumos cinzentos mantos pesados

uma diáfana impalpável realidade virtual

que vai protelando transferindo adiando

desde o imperceptível estremecer da madrugada.

 

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publicado às 17:17

Cadernos de Dominguizo

por Sofia Loureiro dos Santos, em 12.12.21

cadernos de dominguizo.jpg

A minha amiga Ana Marques Pereira é uma mulher extraordinária.

Não só como clínica, rigorosa, competente, empática, informada (tratam-se doentes, não doenças), com quem tive o privilégio e o prazer de trabalhar durante alguns anos, mas também como pessoa interessada na vida, na História, nos livros, nos manuscritos, na arquitectura, nos objectos, nos ingredientes, na indústria, enfim, em tudo o que se relacione com cozinhas, gastronomia e alimentação humana ao longo da História.

Interessada e interessante, consegue verter os seus conhecimentos para vários livros e conferências, cursos e palestras, com a animação de quem está a contar uma história policial, com a erudição e a simplicidade de quem sabe, de facto, muito.

Também com ela partilho o gosto pelos policiais e pelos heróis de Agatha Christie. Talvez esse gosto tenha sido uma das razões pela escolha da Medicina como profissão - a procura do diagnóstico através das várias pistas que são os sinais e os sintomas, o relacionar tudo isso, o conhecer o corpo e também a personalidade do doente que nos conta, saber escutar e fazer as perguntas certas.

Pois a Ana Marques Pereira lançou ontem mais um livro interessantíssimo - Cadernos de Dominguizo. É um livro que relata a forma como descobriu imensas coisas sobre uma abastada família da Beira Baixa (séc. XIX) através de 2 cadernos de receitas manuscritos, que tinha comprado há já bastante tempo.

Uma verdadeira história policial, cheia de pistas que se vão estudando e esgotando, cheia de conhecimento, referências, citações e explicações, bem contada, num livro lindo e muito bem feito.

Parabéns a ela e a quem com ela trabalhou para que o livro se transformasse numa realidade. E a Alexandra Prado Coelho que tão bem o comentou.

E não se esqueçam! Se também escreverem à mão as vossas receitas culinárias, não se esqueçam de as compilar, dar-lhes um título, assinarem e datarem! 

Aqui está uma bela surpresa de Natal.

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publicado às 21:03

Arroz de Natal....

.... ou frango desnudo e desfeito, em cama de legumes variados, cogumelos e arroz agulha

por Sofia Loureiro dos Santos, em 12.12.21

frango a fugir.jpg

 

Arroz de frango ou de pato? De peru ou de marisco?

Arroz ou massa? Estrelinhas ou lacinhos? Ou esparguete?

Frango inteiro ou algumas partes? Cozido e desfiado ou guisado e inteiro?

Com legumes ou com chouriço? Com farinheira? Morcela? Ou com ervilhas e milho?

Com tomilho ou com coentros? Com salsa? Com aipo?

Mas que dúvidas existenciais.

Mas que indecisões incomensuráveis.

Mas que insatisfação inexcedível.

 

Inovemos:

Frango desnudo e desfeito, em cama de legumes variados e cogumelos, envolvido por arroz agulha e polvilhado de coentros.

 

Cozer muito bem 2 membros inferiores de frango e 2 peitos, sem peles, em água com sal, pimenta, aipo, cenoura, alho, louro e um pouco de cebola. Reservar o frango e coar a água.

Refogar cebola, alho, pimento vermelho, um pedacinho de gengibre, cogumelos, aipo, couve coração e um pouco de bacon em fatias, com azeite, sal e pimenta. Depois de tudo já bem refogado e ligado, deitar lá para dentro o frango desfiado, arroz agulha e a água de cozer o frango (a água é sempre o dobro do arroz).

Depois do arroz já pronto, polvilhar com coentros (afinal foi salsa) aos bocadinhos.

Servir e comer.

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publicado às 20:06

Vento Sardo

por Sofia Loureiro dos Santos, em 01.12.21

Marisa Monte & Jorge Drexler

 

Vento que levanta a onda

Que carrega o barco

Que ondula o mar

 

É o mesmo que vai dar na praia

Que levanta a saia

Rodada de oiá

 

Hay tiempos de andar contra el viento

Cuando el contratiempo comienza a soplar

Então o vento que é de aragem

Bate no varal pra me dar coragem

 

O vento que vem de longe

Quem sabe da fonte do vento solar

O vento que é o movimento do ar

 

Vamos levantar a vela

Abrir a janela

Ventilar a dor

 

Vamos a nombrar al viento

Celebrar su aliento

Purificador

 

Pampero, Terral, Tramontana,

Alisio, Santana, Siroco, Mistral

 

Levante, Minuano y Cierzo

Y mil más que el verso quisiera nombrar

 

Às vezes o vento muda

Sai batendo a porta faz tudo voar,

O vento é o temperamento do ar

 

Sopro

Sopra

Soprará

 

Sopro

Sopra

Soprará

 

Vento que levanta a onda

Que carrega o barco

Que ondula o mar

 

É o mesmo que vai dar na praia

Que levanta a saia

Rodada de oiá

 

Hay tiempos de andar contra el viento

Cuando el contratiempo comienza a soplar

Então o vento que é de aragem

Bate no varal pra me dar coragem

 

O vento que vem de longe

Quem sabe da fonte do vento solar

O vento que é o movimento do ar

 

Sopro

Sopra

Soprará

 

Soprará

 

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publicado às 16:57

Direi sempre que sim

por Sofia Loureiro dos Santos, em 01.12.21

direi sempre que sim.JPG

(Ask again, yes)

Duas famílias que vivem lado a lado e que uma tragédia separa. No entanto, alguma coisa de muito forte as mantém unidas, ao longo dos anos em que não se vêem.

Uma história atravessada por uma imensa tristeza e melancolia, mas ao mesmo tempo de esperança, em que se celebra o amor como a cola dos cacos em que nos vamos transformando.

Gostei muito.

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publicado às 14:50

Realidade virtual

por Sofia Loureiro dos Santos, em 01.12.21

Não sei mesmo que sociedade estamos a construir.

O anúncio de Natal deste ano, da NOS, é bem exemplificativo de como incentivamos o desligar da realidade.

Nada serve, nada estimula, nada completa o desejo de uma criança (filha única, com pais a que não faltam recursos económicos, numa idílica casa no meio da neve) a não ser o que não há. Apenas com isso ela se satisfaz.

A perfeição do mundo está na nossa imaginação. Mas neste anúncio o mundo é um holograma do que não há.

Que mensagem é esta? Como a conseguimos incluir na retórica do Natal, para não dizer no espírito do mesmo?

Estranho. E assustador.

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publicado às 14:35

"A urgência da bondade"

por Sofia Loureiro dos Santos, em 01.12.21

Desde ontem que esta frase não me sai da cabeça.

Ouvi-a, por acaso, num programa da Antena 1, a propósito do Natal, e foi dita por Joel Neto.

Nada de mais simples e difícil: a bondade.

Por isso urgente.

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publicado às 11:32

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