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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Informação, rigor, ciência, partilha

(...) "Devemos acelerar o desenvolvimento de vacinas, terapias e diagnósticos; combater os rumores e a desinformação; rever os planos de preparação, identificar lacunas e avaliar os recursos necessários para identificar, isolar e cuidar de casos de impedir a transmissão; e partilhar dados, conhecimento e experiência com a OMS e o mundo. A única maneira de derrotar este surto é que todos os países trabalhem juntos num espírito de solidariedade e cooperação. Estamos todos juntos nisto e só podemos parar juntos" (...)

(...) "A OMS não recomenda a restrição de viagens, as trocas comerciais e os movimentos [de pessoas] e opõe-se mesmo a todas as restrições de viagens." (...)

DN

OMS - Conselhos ao público

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OMS - relatórios da situação

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mortalidade até 30/Jan/2020 - 2,17%

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OMS - conferência de imprensa 30/Jan/2020

Um dia como os outros (190)

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"(...) Que, entre nós, o Livre o tenha decidido fazer em sede de orçamento sem uma discussão enquadradora e propondo que o grupo de especialistas a constituir integre “activistas anti-racistas”, levanta genuínas dúvidas se se trata de uma medida que procure ser consequente ou só mais um espúrio agitar das águas.

Que o deputado e líder do Chega, André Ventura, tenha reagido de forma abjecta à proposta, defendendo “que a própria deputada Joacine seja devolvida ao seu país”, mostra que mesmo que a discussão seja importante, ela dificilmente será profícua se for travada pelos extremos."

David Pontes

 

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"André Ventura sugere devolver "ao país de origem" Joacine Katar Moreira, que por sua vez quer devolver às ex-colónias bens culturais dos nossos museus que lhes pertençam. Francisco Rodrigues dos Santos quer devolver ao CDS a posição de partido que não caiba no táxi, mas sem ter Joacines e a tentar não se aproximar muito do Chega. Que, entretanto, também tem afastamentos a fazer e se demarca da saudação nazi feita por um participante no jantar do partido no Porto.

Parece anedota, mas é o resumo das últimas horas no país político dos pequenos, que vai mostrando poucos motivos para graças. (...)

(...) Por contraditório que possa soar, a afirmação racista, intolerante e completamente intolerável de André Ventura acaba por ter uma vantagem. Se até há pouco o deputado do Chega tentou usar de um tom manso e negar que seja extremista, xenófobo ou nacionalista, deixá-lo falar à vontade é a melhor forma de mostrar claramente quem é e as pessoas que abriga no partido. A saudação nazi vista durante o hino nacional não é um acaso de que Ventura possa realmente demarcar-se. É uma consequência do que o Chega defende e dos ódios de que se alimenta. (...)"

Inês Cardoso

 

Da distorção dos princípios

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Sempre eles, os princípios, aqueles que todos juramos defender, observar, sermos escravos de e por, mas que rapidamente são esquecidos e eliminados em nome de uns quaisquer valores que, circunstancialmente, sejam mais interessantes, estejam na moda ou sejam sexys, palavra e conceito político introduzido por Pires de Lima e glosado pelo novo líder do CDS.

O facto de haver corruptos e corruptores, da craveira e potência de Isabel dos Santos, não nos deve fazer abandonar a estrita defesa da essência da justiça. Qual ou quais os métodos utilizados por Rui Pinto para expor as provas documentais das operações de Isabel dos Santos? Qual ou quais as contrapartidas que quis ter, ou teve, para essa exposição?

Pelo pouco que vou sabendo, Rui Pinto é um pirata/ladrão informático (hacker é mais sexy), para além de ter tentado extorquir dinheiro de alguns dos visados no caso do football leaks, ou seja – fez chantagem. Portanto, é um criminoso, caso se prove que isto é verdade. Não é um herói, não merece uma medalha, mas sim ser julgado e, caso se prove a sua culpa, condenado como ladrão e chantagista.

É claro que a ajuda de ladrões e chantagistas sempre foi usada para perseguir piores ladrões e piores chantagistas, assassinos, etc. Mas não devemos perder de vista a essência, nem sequer aplaudir a forma e os métodos usados para chegar a casos a que seria difícil chegar de outra forma. Nem sequer este é um bom exemplo. Ou é uma grande surpresa o que se passa no mundo do futebol? E no caso de Isabel dos Santos, a razão da falta de investigação e actuação judicial não será mais política que qualquer outra?

A isto se chama não olhar a meios para atingir os fins. Ana Gomes é corajosa e sempre denunciou a eventual teia de corrupção de Isabel dos Santos e família. Mas a actuação que agora se pretende heroica e quase abnegada de Rui Pinto é uma distorção perigosa e populista de princípios que deveriam nortear a nossa justiça e os nossos valores.

Sem juros

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Calvin & Hobbes

 

Fui ao banco do carinho

depositar excedentes

de juros nem um cheirinho

a nenhum dos componentes.

 

Ficaram lá bem guardados

para dias de amargura

poderão ser transformados

em misturas de ternura.

 

Um abraço apertado

aquece a alma carente

e devolve em redobrado

amor puro e resistente.

 

O carinho não se explica

sobra cobra ou esmorece

o carinho multiplica

o que de amor estremece.

 

Música

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É muito engraçado observar os músicos numa orquestra, enquanto tocam. As cores que vestem, a forma como se exprimem e manifestam, se o seu envolvimento é visível ou não.

Penso que os verdes e os azuis estão na moda, pois eram vários os elementos femininos que escolheram estas cores. Um dos primeiros violinos é muito magro e tem sempre uns sapatos negros e brilhantes. Um outro, ao lado dele, praticamente só mexe os braços.

A chefe dos primeiros violinos não consegue deixar de marcar com o pé o ritmo da música, num sapato que aflora discretamente da perna das calças. Há verdadeio enleio nalguns dos rostos; outros permanecem impávidos.

À minha frente uma miúda com cerca de 10 anos move o corpo com a melodia e atrás de mim alguém não resiste a cantarolar a música.

Concerto de Ano Novo

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maestro Sebastian Perłowski

 

Moniuszko Conto de Inverno, Abertura-Fantasia

 

Josef Strauss Polca rápida Voando, Op. 230

 

J. Strauss II Valsa Rosas do Sul, Op. 388

 

G. Rossini Abertura da ópera A italiana em Argel

 

J. Strauss II Marcha persa, Op. 289

 

J. Strauss II Polca rápida Sangue ligeiro, Op. 319

 

J. Strauss II Abertura da Opereta O Morcego, Op. 367

 

J. Strauss II Polca rápida Comboio do prazer, Op. 281

 

J. Strauss II Valsa Imperador, Op. 437

 

J. Strauss II / Josef Strauss Polca Pizzicato

 

J. Strauss II Polca rápida Tique-taque, Op. 365

 

J. Strauss II Polca-Furioso, Op. 260

 

J. Strauss II Polca Tritsch-Tratsch, Op. 214

 

Encore

J. Strauss II, Valsa Sobre o belo Danúbio azul, Op. 314

 

J. Strauss, Marcha Radetzky, Op. 228