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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Cenas da vida quotidiana

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(Cena matinal, no quarto, a um domingo)

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Acumulam-se os comprimidos, as dores nas cruzes, os quilos a mais e as teimosias. O novo esfigmomanómetro, devidamente certificado, é disputado por uma matrona estremunhada, já que o seu anafado marido teve que se render à necessidade imperiosa de monitorizar a tensão arterial, na tentativa de levar uma vida mais saudável e activa, submetendo-se às caminhadas na passadeira lá de casa, que estacionava pacífica e silenciosa, substituindo estantes e cabides.

 

Ao manusear o dito aparelho, colocando a manga por cima do casaco do pijama, deu-se conta de que os tubos e o mostrador estavam pegajosos. Comentando, espantada, tal facto, ouve a resposta pronta e cândida, com a espontaneidade que só da verdade desponta:

 

- Ah, é que caiu em cima do bolo.

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A contabilização do riso

Não basta termos regras e horários para levantar, para deitar, para comer, para dormir, para trabalhar, para amar, para educar filhos, para ser empático, para ser civilizado, para beber, para  ser limpo, para ser saudável, para ser lindo, para ser magro, para andar, para correr, para falar, para cantar, agora também devemos ter aulas que nos ensinem a rir e temos que contabilizar a quantidade diária do mesmo.

Para ver e rever

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Esta série passou há muitos anos na nossa televisão, num tempo em que esperávamos ansiosamente por cada episódio num determinado dia da semana. É da BBC (1974) e excelente. Conta os movimentos políticos nos impérios austríaco, alemão e russo, de 1853 a 1918, com a queda das três coroas - Habsburgo, Hohenzollern e Romanov.

 

Neste momento saboreio-a ao ritmo de um episódio por dia. Não perdeu nada com a idade.

A música fica-nos tão bem

Um dia solar e frio, um começo de ano que será continuidade, a música.

 

Já há uns anos reflecti sobre a hipótese de se inovar os Concertos de Ano Novo do CCB. Nada tenho contra valsas e polkas, muito menos contra os vários Strauss, mas parece-me que os temas poderiam mudar. Com tanta e tão maravilhosa música que há, de autores e compositores portugueses e não só, era mais divertido se os concertos fossem diferentes todos os anos. Imagino até que ada maestro poderia divulgar o programa só in loco, para que a surpresa fosse completa.

 

Bem sei que é difícil mudar e alterar hábitos, mas acho que seria um luxo.

 

Este ano, apesar de pouca, houve alguma diferença, pois o maestro é mais delicado e introduziu valsas de Dmítri Shostakóvitch, que adoro. Foi um excelente começo de ano, que se adivinha difícil, trabalhoso e imprevisível.

 

Concerto de Ano Novo (CCB)

Orquestra Metropolitana de Lisboa

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direcção musical de Evgeny Bushkov

 

J. Strauss II Nova Polca Pizzicato, do 3.º ato da Opereta Princesa Ninette

D. Schostakovich Pizzicato Allegretto da suite do bailado A Ribeira Brilhante, op. 39a

D. Schostakovich Valsa do filme Michurin, op. 78

D. Schostakovich Valsa do filme Pirogov, op. 76

 

Bom 2019!