Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Somebody to love

 

Can anybody find me somebody to love?

Each morning I get up I die a little

Can barely stand on my feet

Take a look in the mirror and cry

Lord what you're doing to me

I have spent all my years in believing you

But I just can't get no relief, Lord!

Somebody, somebody

Can anybody find me somebody to love?

 

I work hard every day of my life

I work till I ache my bones

At the end I take home my hard earned pay all on my own –

I get down on my knees

And I start to pray

Till the tears run down from my eyes

Lord - somebody – somebody

Can anybody find me - somebody to love?

 

(He works hard)

 

Everyday - I try and I try and I try –

But everybody wants to put me down

They say I'm goin' crazy

They say I got a lot of water in my brain

Got no common sense

I got nobody left to believe

Yeah - yeah yeah yeah

 

Oh Lord

Somebody – somebody

Can anybody find me somebody to love?

 

Got no feel, I got no rhythm

I just keep losing my beat

I'm ok, I'm alright

Ain't gonna face no defeat

I just gotta get out of this prison cell

Someday I'm gonna be free, Lord!

 

Find me somebody to love

Can anybody find me somebody to love?

Dos desejos de Festas Felizes

natal 2017.jpg

 

Quase a iniciar as hostilidades natalícias, pois de uma guerra se trata entre nós e o bacalhau, as couves e o grão, a massa de aletria e respectivos ovos, as ditas rabanadas com o seu caldo, enfim, e tudo o resto que entretanto irá acompanhar - gente, conversa, confusão, barulho, bem-estar e harmonia - carrego as baterias calmamente aconchegada numa manta.

 

Já os laços estão atados e o silêncio conforta. Foi um ano difícil, em carrossel permanente, com o país político cheio de casos e golpes baixos, de que o último é a perseguição a Vieira da Silva, de má gestão mediática e erros por parte da Geringonça, total ausência de oposição a sério, omnipresença do Presidente da República que há-de tropeçar na própria hiperactividade e hiperverborreia. Os cidadãos encolhem os ombros e suspiram de medo, de tristeza, de impotência, e gritam de alegria, de alívio, de orgulho e de esperança.

 

O próximo ano desenha-se trabalhoso mas promissor. Acredite-se ou não na Divina Providência, o carinho e o mimo que damos e recebemos faz de nós gente mais completa, inteira e solidária. Que todos possamos assim crescer.

Dos atrasadíssimos inícios das festividades natalícias

Mesmo quase em cima dos acontecimentos afadigo-me nos preparativos da época natalícia. Este ano, ainda por cima, tenho o compromisso de preparar iguarias saudáveis e hipocalóricas que, como bem sabemos, são a negação da volúpia e do prazer da degustação gastronómica, e o contrário do espírito peganhento e decadente do Natal.

 

Mas nada me faz desistir. Sendo assim, aproveitando uma cabazada de abacates que amavelmente me ofereceram, com o recado de que era isso que poderia comer por estes dias, com o compromisso de abater as calorias em fartos e penosos treinos pós pantagruélicas refeições (sem açúcar, sem farinha, sem frituras, etc., coisas a que será deveras difícil obedecer), rumei a destinos desconhecidos no que diz respeito à confecção de compotas.

doce de abacate 2.jpg

 

Inventei uma. Pela cara de um dos habitantes cá de casa não terá sido um êxito retumbante, mas come-se.

 

Cortam-se as passas aos bocadinhos para dentro de um tacho; a seguir junta-se a raspa de 2 limas; depois cortam-se os abacates ao meio (cerca de 8), retiram-se os caroços e, com uma colher, a polpa que se desfaz à garfada, regando com o sumo das 2 limas, aos poucos; faz-se o mesmo com 3 bananas e põe-se tudo ao lume. Misturam-se umas colheradas de mel (no meu caso 3), a gosto, e deixa-se cozinhar, pelo menos uns 45 minutos, mexendo sempre. No fim reduz-se a puré com a varinha mágica.

 

doce de abacate.jpg

Ideal para comer com iogurte (daqueles sem açúcar, sem gordura, sem sabor, enfim), flocos de aveia integrais e sementes de sésamo.

 

O licor de folha de figueira é a parte herdada da vida de deboche gastronómico, feito com a verdadeira aguardente, as folhas de figueira e açúcar. Maravilhoso.

licor folha figueira.jpg

Amanhã será a vez do ritual do bacalhau, da aletria, das rabanadas, do Natal com gente, conversa e tradição. Tudo é já tradicional, desde o pequeno almoço saboreado na cama, a bonança antes da tempestade, à azáfama de uma tarde passada na cozinha e à noite entre a família e os amigos.

 

Que todos possam passar um excelente Natal.

Prosas Bíblicas - Porto e Setúbal

Muitas emoções e muito trabalho. Assim me justifico pelo tempo arredada do blogue.

 

prosas biblicas 1.jpg

 

As apresentações do livro no Porto e em Setúbal foram momentos que guardarei com orgulho e carinho. Orgulho por aqueles que me acompanharam, nomeadamente o Prof. Sobrinho Simões, o Manuel de Oliveira, a Maria Celeste Pereira, o Fernando Pinto do Amaral e o José Teófilo Duarte. Carinho pela simpatia com que nos acolheram, na Casa Allen e no Café da Casa (da Avenida), e por todos os que quiseram estar presentes. Muito obrigada a todos.

 

Mesa 3.png

Casa Allen, Porto, 14 de Dezembro de 2017

 

Assistência1.png

 Casa Allen, Porto, 14 de Dezembro de 2017

 

mesa.jpg

Café da Casa, Setúbal, 16 de Dezembro de 2017

 

assistencia.jpg

 Café da Casa, Setúbal, 16 de Dezembro de 2017

 

Prosas Bíblicas - Porto e Setúbal

prosas biblicas 1.jpg

 

Apresentação na 5ª feira, 14 de Dezembro/2017 – 19:00h

Casa Allen - Rua António Cardoso, n.º 175, 4150-081 Porto

com

Manuel Sobrinho Simões

Manuel de Oliveira

Maria Celeste Pereira

lancamento porto.jpg

Apresentação no Sábado, 16 de Dezembro/2017 – 17:00h

Caféda Casa / Casa da Avenida Galeria

Avenida Luísa Todi, 286-296 Setúbal

com

Fernando Pinto do Amaral

Paulo Curto

José Teófilo Duarte

lancamento setubal.jpg

Um louco na Casa Branca

trump.jpg

Reuters / Jonathan Ernst

 

É difícil imaginar que alguém possa ser eleito para um cargo com o poder e a importância da Presidência dos Estados Unidos da América sem um mínimo de bom-senso, de conhecimento histórico e de razoabilidade, sem se rodear de gente competente e cautelosa, gente que pense e se importe com um pouco mais do mundo do que aquele que corresponde ao espaço vital que ocupa.

 

Mas aconteceu, e continuará a acontecer. Donald Trump vai ultrapassando todos o limites que julgávamos intransponíveis. O reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel é uma decisão com consequências imprevisíveis.

 

Há um louco perigoso à solta na Casa Branca.

Um dia como os outros (180)

UmDiaComoOsOutros.jpeg

(...) Mas foi o candeia nacional Marques Mendes que nos iluminou. Centeno no Eurogrupo? "Mentira de 1.º de Abril... Campanha de autopromoção... É o seu ego... A sua vaidade... Está deslumbrado... Inchado... Muito inchado... Não há uma única alma lá fora que fale de Centeno... É um bocadinho ridículo uma pessoa assim a oferecer-se..." Ontem, Centeno foi eleito presidente do Eurogrupo. O que vai fazer amanhã? Não sei. Mas ontem soube o significado do sorriso parvo: esteve sempre a rir-se dos pedaços de asno.

 

Ferreira Fernandes

Prosas Bíblicas - Livro 3

prosas biblicas 1.jpg

 

(…) Uma lição que transforma o amor nessa misteriosa espécie de “cola” ou de “barro” capaz de ligar os pedaços sempre dispersos das nossas vidas tão fragmentadas, procurando unir na mesma substância indivisível o corpo e a alma ou, se preferirem, o humano e o divino: “Da cola do amor remendamos os cacos das vidas / Do barro do amor colamos as peças removidas / De nuvens de amor sopramos as faces ressequidas / Do canto do amor lambemos as crostas das feridas // Presos e atados por amor a tantos fios invisíveis / Amparados pelo amor que sem saber semearemos / Em cada canto do amor assim nos confiaremos / No tumulto do amor morreremos indivisíveis”

O HUMANO E O DIVINO – Fernando Pinto do Amaral - prefácio de Prosas Bíblicas

 

16.

Da cola do amor remendamos os cacos das vidas

Do barro do amor colamos as peças removidas

De nuvens de amor sopramos as faces ressequidas

Do canto do amor lambemos as crostas das feridas

 

Presos e atados por amor a tantos fios invisíveis

Amparados pelo amor que sem saber semearemos

Em cada canto do amor assim nos confiaremos

No tumulto do amor morreremos indivisíveis

 

Livro 3 (pág. 78)