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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Dos doces muito bons porque são pouco doces

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Confesso que se me eriçam os cabelos quando ouço dizer que um doce é muito bom porque é pouco doce. A minha gulodice não aguenta e toda se revolta perante esta heresia. Doce para ser doce tem que ser doce, ter açúcar, melar os dedos, lambuzar a cara, etc.

 

Mas como a luta diária pela bela figura, com a menor rotundidade possível, é feroz, experimentei um doce muito bom porque se açúcar.

 

Natural, dietético, esplendorosamente saudável e doce o suficiente para agradar aos pobres que, como eu, procuram em qualquer alimento um pouco da satisfação redentora das guloseimas.

 

Experimentei com maçã: cortei várias maçãs, umas 6, aos bocadinhos, com casca e tudo, reguei com o sumo de 2 laranjas bem sumarentas, juntei canela em pó generosamente e tâmaras secas (sem caroço), também aos bocadinhos. Depois de a maçã amolecer ao lume, reduzi tudo a puré com a varinha mágica e deixei mais um bocado a fervilhar.

 

Foi um instante. Ficou acastanhada e muito saborosa. Com tostas integrais e chá de rooibos, é uma felicidade!

Concerto De' Cavalieri & Ana Quintans

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CCB - 1 de Abril de 2017 

 

Lindíssimo concerto o de ontem, no CCB. Tomaso Albinoni e Antonio Vivaldi, com a orquestra Concerto De' Cavalieri e a excelente e belíssima Ana Quintans. Trechos de óperas de Albinoni, a maioria delas desaparecidas, recuperadas por Marcello Di Lisa, em conjunto com obras de Vivaldi, compuseram uma noite memorável.

 

A música (ou a arte, como um todo) é a forma da divindade que o Homem cria na sua mais terrena humanidade.

Do arraso da decência

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Ainda me consigo surpreender com a falta de vergonha da ex-PAF. A era da pós-verdade, da mentira ou iniquidade, tanto faz, tem adeptos ferrenhos em Portugal.

 

Como é possível, depois de tudo o que se passou com o BES, Novo Banco, vende não vende, Sérgio Monteiro, etc., Assunção Cristas e Luís Montenegro tenham feita as declarações desavergonhadas que fizeram?

 

Não há quem não concorde que a solução é má,mas também parece que é a menos má de todas. É bom não esquecer que o ex-governo do PAF (e a Troika) escamoteou e escondeu os problemas da banca, pelo que o mínimo que se poderia esperar era um silêncio prudente e discreto.

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