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Jazz Images - The Jean-Pierre Leloir Collection

por Sofia Loureiro dos Santos, em 19.04.17

Na FNAC do Chiado, às 18:30 de 26 de Abril, inaugura a exposição de fotografias de Jean-Pierre Leloir. Com 100 CDs e LPs, a Jazz Images Records editou uma colecção de 100 discos incontornáveis.

 

jazz images.jpg

Bill Evans

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publicado às 21:43

O verdadeiro problema...

por Sofia Loureiro dos Santos, em 18.04.17

... não é a existência de um referendo ou de referendos em democracias, mas sim a inexistência da democracia onde se fazem referendos, como parece ser o caso do votado na Turquia, há 2 dias.

 

Os referendos são instrumentos de democracia directa utilizados em casos específicos, regulados pela lei dos países democráticos. O resultado desses referendos, por muito que nos penalizem, devem ser respeitados, como é o caso do referendo relativo ao BREXIT. Percebe-se agora que os defensores do BREXIT não faziam a mínima ideia do que fariam caso o ganhassem, que não antecipavam, mas o resultado não pode ser escamoteado - a maioria dos cidadãos do Reino Unido quer sair da União Europeia.

 

O mesmo não se pode afirmar confiadamente sobre o referendo turco que pedia autorização para o reforço dos poderes de Erdogan. A Turquia não é uma democracia - perseguições políticas a intelectuais, professores, juízes, queima de livros, censura, prisões, manipulação da informação antes e durante o período de propaganda. Não é o resultado do referendo (que não é fidedigno) que reduz ou pode terminar a democracia quando ela já não existia.

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publicado às 17:07

Preciso me encontrar

por Sofia Loureiro dos Santos, em 16.04.17

Cartola

 

 Zeca Pagodinho & Marisa Monte

 

 

Deixe-me ir

Preciso andar

Vou por aí a procurar

Rir pra não chorar

Deixe-me ir

Preciso andar

Vou por aí a procurar

Sorrir pra não chorar

 

Quero assistir ao sol nascer

Ver as águas dos rios correr

Ouvir os pássaros cantar

Eu quero nascer

Quero viver

 

Deixe-me ir

Preciso andar

Vou por aí a procurar

Rir pra não chorar

Se alguém por mim perguntar

Diga que eu só vou voltar

Depois que me encontrar

 

Quero assistir ao sol nascer

Ver as águas dos rios correr

Ouvir os pássaros cantar

Eu quero nascer

Quero viver

 

Deixe-me ir

Preciso andar

Vou por aí a procurar

Sorrir pra não chorar

 

(Deixe-me ir preciso andar

Vou por aí a procurar

Sorrir pra não chorar)

 

Deixe-me ir preciso andar

Vou por aí a procurar

Sorrir pra não chorar

 

(Deixe-me ir preciso andar

Vou por aí a procurar

Sorrir pra não chorar)

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publicado às 23:14

Da falta de decoro

por Sofia Loureiro dos Santos, em 08.04.17

antonio mexia.jpg

 

 

Mexia: limitar ordenados de gestores seria "ratar migalhas"

 

Estas são as migalhas de que fala:

 

António Mexia recebeu €5.578 brutos por dia no ano passado

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publicado às 12:27

O uso das armas químicas

por Sofia Loureiro dos Santos, em 08.04.17

O facto de se condenar o uso de armas químicas na Síria não é o mesmo que aplaudir o ataque dos EUA. A rapidez com que já se concluiu que tinha sido Bashar al-Assad o responsável, aceitando a intervenção dos EUA sem mais explicações e à margem das Instituições internacionais, recorda o que se passou com a manipulação informativa aquando da guerra do Iraque, nomeadamente com a evidência de existência das armas de destruição maciça. Não podemos, no entanto, escamotear que houve, de facto, um horrível ataque com armas químicas.

 

Mas a estratégia do PCP de tentar desviar o assunto que se discute com outros horríveis pecados do adversário, desculpabilizando os seus aliados, é também conhecido, arcaico e desonesto.

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publicado às 11:35

Do arcaísmo ideológico ainda vivo

por Sofia Loureiro dos Santos, em 07.04.17

O PCP continua a manter as suas costumeiras características de uma cegueira ideológica arcaica. Inacreditável que, perante um inqualificável crime de guerra na Síria, com a utilização de premeditada de armas químicas, não se tenha juntado ao voto de condenação no Parlamento português. Pelo contrário, condena os EUA pelo bombardeamento que se lhe seguiu.

 

É lamentável e incompreensível.

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publicado às 22:02

Do choque de Dijsselbloem

por Sofia Loureiro dos Santos, em 07.04.17

Jeroen Dijsselbloem.jpg

 

 

É natural que Dijsselbloem tenha ficado chocado - não estava à espera da frontalidade e da serenidade de Ricardo Mourinho Félix.

 

Ainda bem que temos gente que assim choca os Dijsselbloems do Eurogrupo, o tal que manda e desmanda na Europa.

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publicado às 21:44

Do pagamento das dívidas

por Sofia Loureiro dos Santos, em 07.04.17

isaltino.jpg

 

 

Isaltino Morais vai candidatar-se à autarquia de Oeiras. Nunca votei nele nem votarei. Mas nada tenho contra, muito pelo contrário.

 

Isaltino Morais foi julgado, cumpriu a pena de prisão a que foi condenado, pagando com ela a sua dívida à sociedade. Compete pois à população de Oeiras a decisão de o eleger, ou não.

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publicado às 21:27

Da inaceitável falta de Justiça

por Sofia Loureiro dos Santos, em 07.04.17

dias loureiro.png

 

 

Soubemos agora que o Ministério Público (MP) decidiu, ao fim de 8 anos, arquivar o inquérito que tinha levantado a Dias Loureiro e Oliveira e Costa, por suspeita de burla ao BPN.

 

Tenho lido algumas declarações a lamentar este arquivamento, pelo facto de considerarem impensável que não se tenham produzido provas nem acusações contra estes dois arguidos, que julgam culpados. Quem assim pensa também se indigna com a injustiça de manter José Sócrates sem acusação formada desde 2014, proclamando a sua evidente inocência e a necessidade de arquivamento do processo.

 

Por mim considero absolutamente intolerável o que se passa com Sócrates e o que se passou com Dias Loureiro e Oliveira e Costa. Não se pode aceitar alguém, independentemente das nossas simpatias pessoais, ideologias políticas ou crenças individuais, esteja em suspenso durante 9 anos, arrastado pela lama e condenado pela opinião pública. Tal como com Sócrates e como tantas vezes ouvimos dizer, as pessoas são inocentes até que se prove o contrário.

 

Ao fim de todo este tempo nunca mais é possível limpar o nome de ninguém. Acusados ou inocentes, Dias Loureiro, Oliveira e Costa e José Sócrates, só para citar estes últimos casos mais mediáticos, arrastar-se-ão pela vida toda com o fantasma da condenação pública. Isso afectou e afectará a sua vida pessoal e profissional, tal como a das pessoas que lhes são próximas.

 

Somos todos de carne e osso. Pensar que podemos depender de uma justiça que funciona desta forma é assustador, pois os inocentes nunca serão inocentados e os culpados nunca serão condenados e punidos.

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publicado às 21:13

Da inutilidade das palavras

por Sofia Loureiro dos Santos, em 04.04.17

siria.jpg

 

 

Não há já palavras nem indignação que nos ajudem perante tantas e tão repetidas atrocidades. Talvez o silêncio seja a única forma de respeito que sobra. O que não significa que aceitemos.

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publicado às 21:58



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