Melhor o que acompanha...
Actualização: isto estão a ser umas digestões muito difíceis.
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Actualização: isto estão a ser umas digestões muito difíceis.
Actualização: lá tive que engolir a salsicha de fígado.
Para quem não teve oportunidade de ver já estão disponíveis na RTP Play os primeiros episódios deste excelente documentário - A PIDE antes da PIDE - realizado por Jacinto Godinho, com coordenação científica de Irene Pimentel.
Muito bem enquadrado e com a preocupação de rigor e entretenimento, aproveitando imagens de arquivo da RTP e de séries que cobriram vários episódios ali mencionados - o processo dos Távoras, Bocage, o regicídio, etc. E percebemos que somos um povo que desde há muitos séculos convive com informadores e repressão da liberdade de expressão do pensamento.
We shall overcome,
We shall overcome,
We shall overcome, some day.
Oh, deep in my heart,
I do believe
We shall overcome, some day.
We'll walk hand in hand,
We'll walk hand in hand,
We'll walk hand in hand, some day.
Oh, deep in my heart,
I do believe
We shall overcome, some day.
We shall live in peace,
We shall live in peace,
We shall live in peace, some day.
Oh, deep in my heart,
I do believe
We shall overcome, some day.
We are not afraid,
We are not afraid,
We are not afraid, today
Oh, deep in my heart,
I do believe
We shall overcome, some day.
The whole wide world around
The whole wide world around
The whole wide world around some day
Oh, deep in my heart,
I do believe
We shall overcome, some day.
O atentado a uma discoteca em Orlando foi um atentado especificamente dirigido à comunidade LGBT, como é óbvio. Tentar iludr essa questão é não perceber nada do que significa a liberdae, no seu mais puro sentido. Owen Jones fez muito bem em abandonar o programa.
Como responderia? Quereria ficar dentro ou fora da União Europeia?
Como podemos não perceber que vamos prescindindo cada vez mais da nossa autonomia e da nossa liberdade em nome de algo mais importante, melhor e mais abrangente, mas que se tem traduzido na abdicação de princípios de igualdade entre Estados Soberanos, de valores de solidariedade entre povos e pessoas, da capacidade real de opções por modelos sociais e económicos, enfim, da democracia?
O medo e a angústia do que acontecerá caso a União Europeia se desmorone, a começar pelo Brexit, leva-nos a dizer que, por muito mal que tudo esteja, estaremos melhor dentro da União Europeia. Mas será mesmo assim? Será mesmo que não há alternativa ao empobrecimento e à obediência ao poder dos directórios das finanças de alguns países europeus, que fizeram do projecto europeu um projecto de poder hegemónico na Europa?
Não terá sido por causa deste medo e desta angústia que os países europeus foram protelando o não à Alemanha nazi, para que não se corressem riscos bélicos e que ninguém queria acreditar possíveis? E será que é assim tão diferente o êxodo a que assistimos agora, dos países que sofrem o terrorismo,a guerra, a pobreza, a desesperança, da fuga dos judeus, dos comunistas, dos espanhóis durante a guerra civil? E será assim tão diferente a indiferença perante tudo o que está a acontecer?
É que os responsáveis pelas catástrofes não são apenas aqueles que as desencadeiam, mas também os que como eu, silenciosa e prudentemente, aguardam temerosos que algum milagre aconteça, sem que dêem um passo mais arriscado.
E se fossemos nós? Como responderíamos a um hipotético referendo sobre a nossa permanência na União Europeia?
Como a direita mascarou o desemprego em Portugal
Para ver com atenção, mesmo até ao fm.
Com o passeio enrolado nas pernas empedradas já cansadas
assim se resumem os poetas nas suas vidas normalizadas e quietas.
Penteiam as máscaras terrosas arrumadas nos fundos das gavetas ou na cadeira do canto
rodam devagar os rostos para se verem nos espelhos do carro
e suspiram perante as curvas que percorreram pelo destino
marcadas pelo punho do tempo em palavras que não se dizem mas que crescem
como as raízes que esticam e ulceram a plenitude.