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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Em Outubro, nas mesas de voto

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Faltam cerca de 2 meses para as legislativas. Cavaco Silva demonstra ciclicamente a irrelevância e a parcialidade de alguém que nunca percebeu o significado do cargo que ocupa, tendo tido a audácia de apelar implicitamente ao voto na coligação.

 

Teremos que decidir se vamos canalizar toda a nossa frustração e revolta para as mesas de café, para os ansiolíticos, para a estupidificação dominante que nos obriga a trabalhar em vez de pensar, ou se nos vamos empenhar em votar no dia 4 de Outubro, de forma a infligir uma estrondosa derrota à direita retrógrada que nos governou durante os últimos 4 anos.

 

Não só o país regrediu décadas no que diz respeito aos níveis de pobreza, desigualdade, desemprego, emigração e desesperança, como temos uma tentativa de punição moral nos costumes, regressando a retórica do direito a nascer e da menoridade mental, social e psicológica das mulheres, traduzidas na legislação sobre a IVG que esta maioria fez aprovar na Assembleia da República.

 

Continuam os tempos difíceis: a propaganda e a manipulação da opinião pública é constante e desavergonhada. Ouvimos boquiabertos o ainda Primeiro-ministro desresponsabilizar-se do Memorando quando foi ele que forçou a intervenção da Troika e se ufanou da preponderância do PSD para o êxito do mesmo, por intermédio de Eduardo Catroga. Ouvimos o Primeiro-ministro sugerir a culpa própria de quem está desempregado (aos 29:49 da entrevista) depois de contribuir para uma recessão que fechou milhares de empresas e de ter amputado os serviços do Estado. Ouvimos os seus propagandistas a inventar números e a alterar os seus discursos confiantes na distracção e no cansaço de quem os ouve.

 

Que ninguém se engane. Se o PS não tiver maioria absoluta está aberto o caminho para governos e coligações instáveis. O PSD e o CDS têm centrado a discussão na disputa eleitoral de 2011. Mas são estes 4 anos de Vítor Gaspar com o colossal desvio e o enorme aumento de impostos, de Mota Soares e das preocupações sociais com a delapidação dos apoios aos desempregados e aos mais necessitados e com a política de assistência caritativa, de Nuno Crato com o desinvestimento na Escola Pública e a contracção do ensino universitário, de Paula Teixeira da Cruz com uma justiça que desmente o seu próprio conceito, de Paulo Macedo com o desinvestimento e a desigualdade no acesso ao SNS, enfim, da incompetência, incompetência e nulidade reinantes.

 

Têm sido ultrapassados limites de decoro e de decência nunca antes vistos. Por isso mesmo não nos podemos negar a participar mas próximas eleições de 4 de Outubro. Parafraseando António Costa, a melhor maneira de garantir que a direita não se mantenha no poder é dar uma maioria absoluta ao PS. Somos nós a solução. Não há propaganda nem mentiras que mascarem 4 anos de uma política que não se preocupou com a vida dos cidadãos nem com a administração da esperança.

 

Por isso nos encontraremos nas mesas de voto, a 4 de Outubro, para mudarmos de vida.

 

Nota: Após a chamada de atenção de um comentador (Assis), o texto foi rectificado.

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