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Um dia como os outros (134)

por Sofia Loureiro dos Santos, em 30.09.13

 

Segundo o site do MJ, estão 3021 freguesias contabilizadas de 3092. PSD e CDS, os partidos de governo, somam, para todas as listas em que entraram isolados ou em conjunto, 34,9%. Isto representa uma perda de 15,4 pontos em relação aos resultados das legislativas de 2011. São perdas na ordem das sofridas pelo PSD nas autárquicas de 1989 e 1993, as maiores de sempre sofridas por partidos do governo em autárquicas.
Neste momento, de 282 câmaras já decididas, 136 para o PS, 100 para o PSD, 30 para a CDU, 5 para o CDS e 11 para independentes. O PS tem 48% das câmaras atribuidas, superando o seu máximo desde 1976. O PSD tem 35%, pior que em 1989, ou seja, o pior resultado de sempre. CDU e CDS têm os melhores resultados, deste ponto de vista, desde 1997.
Dos 20 municípios mais populosos do país, representando 38.5% da população, o PSD tinha 8 câmaras e passou para 5; o PS tinha 8 e passou para 9; CDU tinha 2 e passou para 3; havia 2 independentes, agora há 3.


Pedro Magalhães


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publicado às 22:09

Dos ganhos e das perdas

por Sofia Loureiro dos Santos, em 30.09.13

 

Têm-se multiplicado as explicações oficiais de como, afinal, não foi assim tão grande a derrota do PSD.

 

Foi mesmo uma colossal derrota. Perdeu câmaras, perdeu votos, perdeu apostas em câmaras emblemáticas e importantes, perdeu por más escolhas, perdeu porque tinha que perder.

 

O PS ganhou muito mais do que eu esperaria que ganhasse. Ainda bem, pois é indispensável que se afirme como uma força política alternativa. Também não faltaram explicações de como, afinal, não tinha sido uma vitória assim tão completa.

 

Foi mesmo uma grande vitória, sem brilho nem glória para António José Seguro, que até na hora de cantar os feitos se apaga, sem conseguir mobilizar os descontentes ou até os já rendidos.

 

Foi também uma grande noite para o PCP e uma negríssima noite para o BE, que se relegou à sua insignificância. Em Oeiras, o espelho de uma sociedade que acha que os meios justificam os fins.

 

O CDS lá se aguentou, bastante melhor do que merecia. o que não augura nada de bom para a saúde da coligação.

 

António Costa continua a corporizar a esperança de quem votou em Lisboa e de quem, em todo o resto do país, votou contra esta maioria que nos governa.

 

Correu bem. Falta a vaga de fundo apra mudar as coisas dentro do PS. Porque dentro do PSD vão mudar. Rui Rio já se perfila e a solidão de Passos Coelho é bem evidente.

 

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publicado às 21:47

Votar

por Sofia Loureiro dos Santos, em 28.09.13

 

 

Não sabemos em quem votar. Não vemos alternativas nem soluções. Todos os dias somos inundados de notícias que nos mostram o regime como um manancial de corrupção, compadrio e injustiças. Todos os dias rangemos a raiva e a revolta. Não compreendemos o que nos arrasta para o fundo, o que nos acontece em termos nacionais e internacionais. O desenvolvimento está a regredir, a Europa é cada vez mais um mito. Amanhã é domingo, vai estar a chover e a ventar. É dos poucos dias em que podemos estar em casa, a trabalhar ou a descansar, mas connosco.

 

Como resolver este dilema? Para que temos nós este dever e este direito que estamos tão relutantes em exercer?

 

Talvez porque, se o não fizermos, estamos a abrir caminho a quem acabe com esse direito e com esse dever. Porque é a nossa vez de dizer o que queremos, ou o que não queremos, ou o que quereríamos. Porque também temos que assumir a responsabilidade de participar na vida deste país. Porque em vez de falarmos da sociedade civil, como se ela fosse exterior a nós, é essencial que compreendamos que nós formamos, que nós somos a sociedade civil.

 

Porque ser cidadão é ser-se revolucionariamente democrático, é escolher, tomar decisões, é eleger e ser eleito. Não há maior conforto que o sabermos que a nossa voz é ouvida. Não a dos que têm força, a dos que têm poder, a dos que gritam ou marcham. Desses também, mas em dia de eleições cada um dos votos vale exactamente o mesmo. É um exercício de igualdade. E os votos juntos valem a afirmação de uma comunidade.

 

Amanhã é dia de eleições. Há que votar, sempre, com a alegria de quem se manifesta e é livre.

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publicado às 18:11

Setembro

por Sofia Loureiro dos Santos, em 27.09.13

 

Excelente Sugestão:

 

Ivan Lins

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publicado às 21:01

Setembro

por Sofia Loureiro dos Santos, em 25.09.13

 

 

Caspar David Friedrich

 

Entre as luzes coadas de Setembro

vamos aceitando amarras de folhas e humidade

caminhos demorados para o conforto

das nossas vidas medianas e seguras

para o nosso mundo apertado e macio.

 

Entre os dedos que filtram a ternura do Outono

fechamos as casas e os olhos

ao tempo desabrido que estremece.

 

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publicado às 13:38

Da auto-punição

por Sofia Loureiro dos Santos, em 22.09.13

 

 

Deambulando pela TSF (não consigo deixar de ouvir, de vez em quando), ouço um indivíduo dizer, desdenhoso  e revoltado - Eu, como cidadão, não voto - como se estivesse a punir os candidatos e os partidos.

 

No entanto apenas se está a punir a ele próprio, prescindindo do seu direito, alienando um dos seus deveres comunitários. Seja qual for o número de votantes, vão ser eleitos Presidentes de Câmara e de Juntas de Freguesia, vereadores para Assembleias Municipais, etc. A diferença é que a base eleitoral será menor, se quisermos, como aquele cidadão, castigar os políticos, faltando às eleições.

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publicado às 13:11

Da pureza ideológica e totalitária

por Sofia Loureiro dos Santos, em 21.09.13

 

 

Fredrik Reutersward 

 

A nossa sociedade é estruturalmente conservadora. É muito difícil debater ideias que fujam às já estabelecidas. E isto é verdade para múltiplas situações - fale-se da saída do euro ou da discussão entre as vantagens e desvantagens de turmas mistas no sistema educativo.

 

O conservadorismo tem a ver com a dificuldade em discutir ideias. As trincheiras e a catalogação imediata em ser de direita, ou de esquerda, ou ser absurdo, ou ridículo, ou outros epítetos semelhantes, com policiamentos de purezas ideológicas ou de desadequação ao politicamente correcto, impossibilitam as verdadeiras discussões.

 

O resultado é o empobrecimento do espaço público, da informação e do esclarecimento das pessoas. O gosto pelo debate é rapidamente substituído pelo insulto e pelo amesquinhamento do oponente. Não se pode discordar - ou se está do lado certo ou do lado errado.

 

Monocromática e totalitária, esta é uma democracia vigiada pela vanguarda esclarecida.

 

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publicado às 22:50

Da incorrecção dos factos

por Sofia Loureiro dos Santos, em 21.09.13

 

As incorrecções factuais dos membros deste governo vão-se somando. A total incorrecção é mesmo o governo todo.

 

E que tal resolver factualmente o assunto transformando a demissão dos incorrectos num facto consumado?

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publicado às 22:46

Um dia como os outros (133)

por Sofia Loureiro dos Santos, em 21.09.13

 

(...) Como se não bastassem os económicos e sociais, parece-me ter-se gerado na sociedade portuguesa um problema anímico, o cansaço de uma geração que dedicou todas as suas energias a um projecto político que agora, em tempos de verdadeira necessidade, se revela uma fraude. O cartaz acima, por exemplo, com um Soares exultante, pode ser agora apreciado ironicamente perguntando-lhe: Conseguimos o quê?... É perante estes cenários antagónicos que se esperaria que a política portuguesa estivesse a ser disputada por protagonistas defendendo causas distintas e fracturantes (abaixo)… mas não. No PSD e no PS é-se pró-Europeu por definição e se alguma os distingue é onde de um lado se pede 4,5%, do outro pede-se mais 0,5%… (...)


A. Teixeira


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publicado às 22:32

O mundo

por Sofia Loureiro dos Santos, em 21.09.13

 

Moska & Zeca Baleiro & Lenine & Chico César

 

 

O mundo é pequeno prá caramba

Tem alemão, italiano, italiana

O mundo, filé à milanesa

Tem coreano, japonês, japonesa...

 

O mundo é uma salada russa

Tem nego da Pérsia

Tem nego da Prússia

O mundo é uma esfiha de carne

Tem nego do Zâmbia

Tem nego do Zaire...

 

O mundo é azul lá de cima

O mundo é vermelho na China

O mundo tá muito gripado

Açúcar é doce

O sal é salgado...

 

O mundo caquinho de vidro

Tá cego do olho

Tá surdo do ouvido

O mundo tá muito doente

O homem que mata

O homem que mente...

 

Por que você me trata mal?

Se eu te trato bem!

Por que você me faz o mal?

Se eu só te faço bem!...(2x)

 

O mundo é pequeno pra caramba

Tem alemão, italiano, italiana

O mundo, filé à milanesa

Tem coreano, japonês, japonesa...

 

O mundo é uma salada russa

Tem nêgo da Pérsia

Tem nêgo da Prússia

O mundo é uma esfiha de carne

Tem nêgo do Zâmbia

Tem nêgo do Zaire...

 

O mundo é azul lá de cima

O mundo é vermelho na China

O mundo tá muito gripado

Açucar é doce

O sal é salgado...

 

O mundo caquinho de vidro

Tá cego do olho

Tá surdo do ouvido

O mundo tá muito doente

O homem que mata

O homem que mente...

 

Por que você me trata mal?

Se eu te trato bem!

Por que você me faz o mal?

Se eu só te faço bem!...(2x)

 

Todos somos filhos de Deus

Todos somos filhos de Deus

Só não falamos

As mesmas línguas...(4x)

 

Everybody filhos de God

Everybody filhos de God

Só não falamos

As mesmas línguas...

 

Everybody filhos de Gandhi

Everybody filhos de Gandhi

Só não falamos

As mesmas línguas...

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publicado às 22:25

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