Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Das ondas de choque

por Sofia Loureiro dos Santos, em 11.07.13

 

Perfilam-se os novos protagonistas... Ainda bem. É preciso que algo mude. Rapidamente.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:38

E ao quarto dia...

por Sofia Loureiro dos Santos, em 10.07.13

 

 

E ao quarto dia Cavaco Silva falou. Finalmente teve uma intervenção importante e significativa.

 

A sua decisão foi, digamos assim, salomónica. Por um lado, não quer eleições agora pois considera que será um descalabro no que diz respeito aos mercados e à troika. Por outro lado não aceita a remodelação governamental e assume que este é um quadro parlamentar a prazo e que, portanto, terá que haver eleições antecipadas.

 

A ideia de chamar os três partidos que assinaram o memorando para um compromisso que possibilite o seu cumprimento, pelo menos uma base mínima de acordo até ao fim do programa de assistência, é uma forma de não deixar o PS descolar do próprio memorando e de obrigar o PSD e o CDS a ceder no fundamentalismo com que ministra o seu muito particular entendimento do mesmo. Também acredito que um compromisso entre PS, PSD e CDS poderão dar mais força negocial a Portugal perante os nossos credores.

 

Penso que o PS pode aproveitar esta oportunidade para esclarecer o que considera possível cumprir e de que forma, revelando quais as medidas concretas que propõe em alternativa às desta maioria.

 

Penso que temos todos a noção do impasse existente e da incógnita perante a falta de uma real alternativa ao governo. António José Seguro (que deve estar sem saber o que fazer), apesar de ter já defendido eleições já, pode perfeitamente, com a certeza da realização de eleições em Junho/2014, fazer um acordo que providencie um governo minimamente estável até à saída da troika (é também uma oportunidade para o PS fazer uma revolução interna, para que possamos começar a vislumbrar uma luz ao fundo do túnel).

 

Para variar acho que o Presidente fez bem, devolvendo a responsabilidade da resolução do governo aos partidos políticos e ao Parlamento. As declarações dos líderes partidários foram as esperadas. A lembrança de Alberto Martins de incluir os outros partidos políticos com assento parlamentar não faz sentido, visto que PCP e BE não quiseram discutir o memorando e não o assinaram.

 

Aguardemos portanto os brainstorming dos directórios partidários. A crise segue dentro de momentos.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:18

Um dia como os outros (129)

por Sofia Loureiro dos Santos, em 09.07.13

 

Sou dos raros jornalistas que não disseram na semana passada: "Uma coisa é certa, Portas não pode voltar atrás." Aqui entre nós, a palavra "irrevogável" também me fez supor que ele não voltaria atrás. Mas como estive de férias, safei-me do embaraço público e geral dos meus colegas. Forte desse meu involuntário sucesso, permito-me dar uma lição: na política portuguesa, nunca se diga "não pode". Pode, tudo pode. Em Portugal, Cavaco pode ser Presidente, Passos pode ser primeiro-ministro e Seguro pode ser chefe da oposição. Se isso pode, como não aceitar as mais loucas bizarrias? Até digo mais, essa tempestade perfeita - Cavaco, Presidente, Passos, primeiro-ministro e Seguro, chefe da oposição - não só permite como torna desejável que os políticos portugueses se contradigam e façam o irrevogável vogar para o ponto de partida. Há nisso esbracejar, grito sôfrego, vontade de fugir do marasmo. Tudo melhor do que a angústia de termos Cavaco, Presidente, Passos, primeiro-ministro e Seguro, chefe da oposição. À falta de soluções sólidas, venham, ao menos, essas pequenas provas de vida. Olhem como a simples contradição de Paulo Portas nos levou a um governo um poucochinho melhor do que o anterior... "Levou a..."?! Então já é definitivo, Cavaco aceitou essa solução? Claro que já. Era justamente isso que eu vos estava a dizer. Ele é nada, um dos três nadas deste país. As hesitações que finge são só para o autorretrato com que se ilude.

 

Ferreira Fernandes

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:47

Da humilhação

por Sofia Loureiro dos Santos, em 09.07.13

 

Na Europa poderia haver algum pudor, com abstenção de comentários, felicitações e considerações sobre o governo de um país soberano. Toda esta falta de respeito de quem se assume como dono e senhor dará mau resultado, mais tarde ou mais cedo. É degradante a desfaçatez com que se humilham os povos, com que se desdenha da democracia, com que se descarta a mais elementar centelha de bom senso.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:50

All of me

por Sofia Loureiro dos Santos, em 08.07.13

 

Seymour Simons & Gerald Marks

canta Billie Holliday

 

You took my kisses and all my love

You taught me how to care

Am I to be just remnant of a one side love affair

 

All you took

I gladly gave

There is nothing left for me to save

 

All of me

Why not take all of me

Can't you see

I'm no good without you

Take my lips

I want to loose them

Take my arms

I'll never use them

Your goodbye left me with eyes that cry

How can I go on dear without you

You took the part that once was my heart

So why not take all of me

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 22:30

Sing, sing, sing

por Sofia Loureiro dos Santos, em 08.07.13

 

Benny Goodman
 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 22:16

Férias

por Sofia Loureiro dos Santos, em 08.07.13

 

 

Trouxe duas, para ela e para a mãe. Já estava no aeroporto e quando viu as pequenas chávenas de metal, engalanadas pela bandeira americana, achou que nela poderia tomar o seu café diário.

 

Desde esse dia que, aos fins-de-semana, não há nada que melhor lhe saiba que fazer o seu tabuleiro com o pote de café e a parca porção de pão com manteiga ou queijo, para os saborear vagarosamente sentada na cama, a televisão baixinho, gozando o facto de não ter que se levantar para o trabalho.

 

Tal como agora, as férias acabam por ser estes pequenos gozos matinais, tardes de preguiça, livros que abre quando lhe apetece.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:05

Das dúvidas perenes

por Sofia Loureiro dos Santos, em 07.07.13

 

Vamos a eleições? Pois bem, talvez seja altura de haver resposta a algumas perguntas:

    1. Alguém já percebeu o que António José Seguro fará, como Primeiro-ministro, em relação aos subsídios que foram retirados? Aos anunciados cortes da função pública? Ao confisco dos rendimentos dos pensionistas, ao alargamento dos horários de trabalho pelo mesmo salário? Aos enormes e colossais impostos, do IRS ao IVA, passando pelo IRC? Qual será a sua política de alianças, quais os termos e as bases mínimas necessárias para as fazer? O que pensa da política educativa? Vai alterá-la e como? O que vai fazer na saúde? Reabre a MAC, altera a política do medicamento, reduz as taxas moderadoras, abre concursos, repõe as carreiras?
    2. E quanto às portagens, e quanto às PPP, e quanto às privatizações - qual a sua estratégia? E quanto à política energética, ao meio ambiente?
    3. E em relação à Europa e às eleições europeias, o que pensa, o que propõe? E quanto à troika, como vão ser as negociações, quais as metas, como vamos lá chegar?
    4. E o Presidente da República, quem será o candidato do PS? Não pensa ser esse um assunto primordial, agora que é preciso revitalizar e devolver à função presidencial o prestígio perdido?
    5. Quem são os ministeriáveis, dentro do PS e dos partidos com quem, supostamente, fará coligações ou acordos parlamentares?

 Não será ocasião de sermos esclarecidos?

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:05

Da impossível aliança à esquerda

por Sofia Loureiro dos Santos, em 07.07.13

 

 

Se houver eleições antecipadas, do que duvido imenso, pelo menos para já, os eleitores vão ver-se numa situação aflitiva para decidir em que partido votar. É isso o que demonstram as sondagens que têm sido feitas, dando conta da enorme percentagem de indecisos e de abstenções.

 

A tão almejada maioria de esquerda, que aritmeticamente é possível, será sempre impossível politicamente, enquanto forem estes os protagonistas das lideranças. Tal como ouvimos ontem na manifestação que pedia a demissão do governo, o BE e o PCP estão disponíveis para alianças se e só se for para romper com o memorando da Troika.

 

O PS negociou o memorando de entendimento, mesmo que tenha sido um memorando diferente do que foi posto em prática. O PS tem que honrar os compromissos do país, mesmo que renegociando o memorando, os juros, as metas e/ou o tempo para as alcançar. Portanto, onde está a possibilidade de alianças de esquerda para formação de governo?

 

Como sempre e para seu (nosso) infortúnio, o PS está condenado a estar sozinho. E com António José Seguro é impensável uma maioria absoluta. Este é outro dos bloqueios políticos no nosso país.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:33

Da passagem de poderes

por Sofia Loureiro dos Santos, em 07.07.13

 

Público

 

Passos Coelho averbou a passagem do poder para o CDS, nesta fase da legislatura. Ao lado de um Paulo Portas contrito e silencioso, assumiu perante o país que um partido com cerca de 12% dos votos será aquele que governará, até a uma data incógnita. Passos Coelho nunca foi Primeiro-ministro – porque haveria agora de sê-lo?

 

O Presidente deve estar a suspirar de alívio. Esta solução dá-lhe a hipótese de adiar o inadiável. Temos governo para mais uns meses – até 2015? Até à noite dos resultados autárquicos? Até à tentativa de apresentar um orçamento para 2014?

 

Paulo Portas, entre saltos mortais e cambalhotas, conseguiu uma enorme vantagem para ele e para o seu partido. E para os eleitores – os militantes e os votantes do CDS? E o PSD vai aceitar a subalternidade? Ou está secretamente esfusiante porque amarrou a oposição intragovernamental à austeridade que aí vem?

 

As temperaturas vão manter-se elevadas e, nas praças de Lisboa, os manifestantes continuarão a pedir a demissão do governo. O desrespeito desta maioria pelas instituições é exemplar. A anulação auto imposta do Presidente mantém o espectáculo em permanência.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:24



Mais sobre mim

foto do autor



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.




Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2007
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2006
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2005
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D

Maria Sofia Magalhães

prosas biblicas 1.jpg

À venda na livraria Ler Devagar



caminho dos ossos.jpg

 

ciclo da pedra.jpg

 À venda na Edita-me e na Wook

 

da sombra que somos.jpg

À venda na Derva Editores e na Wook

 

a luz que se esconde.jpg