Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



African Americans

por Sofia Loureiro dos Santos, em 09.03.13

 

Grande curiosidade, confesso, grande curiosidade de conhecer os States/ Uncle Sam. Filmes de Woody Allen, Clint Eastwood, Steven Spielberg, series como CSI e semelhantes, tantos livros e conversas, algumas mais intelectualizadas, outras mais banalizadas, experiências ouvidas sobre as ignorâncias, conservadorismos, grandes inovações e maluqueiras, a tolerância, a riqueza, a violência, enfim, tudo o que associamos ao desconhecido e apetecido do que não conhecemos mas, de alguma forma, queremos. Aí vou eu com dólares e mala feita para uma semana, com os olhos e os ouvidos bem abertos para captar tudo. Segurança e mais segurança, tudo a tirar cintos e sapatos, a esventrar carteiras, a despachar laptops e telemóveis, a despejar garrafas de água e a rosnar impropérios. Muitas bandeiras e muitos welcome to america. Nova Iorque vista do ar, o reconhecimento das imagens milhares de vezes observadas na televisão, um frémito de antecipação do gozo de viajar.

 

Negros, muitos, pobres, Uma enorme simpatia de polícias, empregados de mesa, porteiros, pessoal de apoio, camionistas. Sorriso aberto, voz doce e melodiosa, how are you today, hello ladies, are you well this morning, where are you from. Metem conversa, oferecem ajuda generosamente. Alegres e ruidosos, os restaurantes são uma babel de gritaria, televisão, música, o que vier. Empregados maioritariamente negros, velhos os porteiros, os camionistas, o pessoal de apoio ao congresso; novos os empregados dos restaurantes. Há muita variabilidade de etnias: chineses, japoneses, hispânicos, leste da Europa e, hegemonicamente, african americans. Orgulho imenso no país, não há ninguém tímido. A formação para atender o cliente deve ser maciça. Há muitos sorrisos abertos que são forçados, muita alegria exagerada e falsa. Mas a maioria soa a genuíno.

 

Transportes públicos são para negros pobres. Na recepção do hotel torcem visivelmente o nariz ao falar de public transportation. Grátis, para as rotas turísticas, aonde se abrigam velhos e novos, do frio. Sinais de trânsito que privilegiam carros, pendurados dos cabos eléctricos, abanando ao vento. Tudo de copo na mão, com café, chá, soft drink ou sumos de fruta, de um lado para o outro. Guarda-chuvas à espera da chuva, dentro dos roupeiros dos hotéis. Ciência a rodos, prática, concreta, do próximo século. Nas casas de banho a água escoa automaticamente, com um som assustador, dando sempre a impressão de avaria quando se vê a água que quase transborda. Tudo é grande, desde os iogurtes à dimensão das cervejas, desde a altura dos balcões ao espaço dos quartos e das camas. Um povo que se congratula consigo próprio, simpático e afável.

 

No aeroporto a tempestade ameaça o voo de ligação. Decide-se recorrer ao comboio. Tudo é tratado – a devolução das malas, a reserva dos bilhetes, as indicações de quando e onde, shuttle grátis, ao meu lado uma repórter das United Nations mete conversa, o caminho fica mais curto. É deste tipo de aventuras que as impressões se gravam. Outra vez no aeroporto para aconchegar o tempo que se arrasta, bebe-se Heineken.

 

Prometemos voltar. Prometo que volto.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 21:22

Agression

por Sofia Loureiro dos Santos, em 09.03.13

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 18:40

Baltimore

por Sofia Loureiro dos Santos, em 09.03.13

 

 Baltimore Inner Harbor

 

 The Baltimore Convention Center

 

Barnes & Noble

 

 Hard Rock Cafe

 

Star Spangled Banner Flag

 

Mary Young Pickersgill

 

O say can you see by the dawn's early light,
What so proudly we hailed at the twilight's last gleaming,
Whose broad stripes and bright stars through the perilous fight,
O'er the ramparts we watched, were so gallantly streaming?
And the rockets' red glare, the bombs bursting in air,
Gave proof through the night that our flag was still there;
O say does that star-spangled banner yet wave,
O'er the land of the free and the home of the brave?

On the shore dimly seen through the mists of the deep,
Where the foe's haughty host in dread silence reposes,
What is that which the breeze, o'er the towering steep,
As it fitfully blows, half conceals, half discloses?
Now it catches the gleam of the morning's first beam,
In full glory reflected now shines in the stream:
'Tis the star-spangled banner, O! long may it wave
O'er the land of the free and the home of the brave.

And where is that band who so vauntingly swore
That the havoc of war and the battle's confusion,
A home and a country, should leave us no more?
Their blood has washed out their foul footsteps' pollution.
No refuge could save the hireling and slave
From the terror of flight, or the gloom of the grave:
And the star-spangled banner in triumph doth wave,
O'er the land of the free and the home of the brave.

O thus be it ever, when freemen shall stand
Between their loved home and the war's desolation.
Blest with vict'ry and peace, may the Heav'n rescued land
Praise the Power that hath made and preserved us a nation!
Then conquer we must, when our cause it is just,
And this be our motto: "In God is our trust."
And the star-spangled banner in triumph shall wave
O'er the land of the free and the home of the brave!

 

Francis Scott Key 

  

Gretchen Feldman

American Visionary Art Museum

 

Maryland Crab-Cakes

 

Phaze 10

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 17:25

Pág. 3/3



Mais sobre mim

foto do autor



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.




Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2010
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2009
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2008
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2007
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2006
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D
  209. 2005
  210. J
  211. F
  212. M
  213. A
  214. M
  215. J
  216. J
  217. A
  218. S
  219. O
  220. N
  221. D

Maria Sofia Magalhães

prosas biblicas 1.jpg

À venda na livraria Ler Devagar



caminho dos ossos.jpg

 

ciclo da pedra.jpg

 À venda na Edita-me e na Wook

 

da sombra que somos.jpg

À venda na Derva Editores e na Wook

 

a luz que se esconde.jpg