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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

A ditadura das minorias pseudo democráticas

 

O que se está a passar neste momento, com hordas organizadas de pseudo democratas a manifestarem-se em todo o lado onde aparecem ministros, nomeadamente Miguel Relvas, é uma distorção do direito à indignação e da liberdade de expressão. Este governo foi escolhido livremente pelo povo, em eleições livres. Isto que se está a tentar fazer, é a ditadura de uma minoria autoritária que assume a vontade de uma maioria que, quando é chamada a decidir, decide de outra forma.

 

É vergonhoso. Não gosto do governo ou do Ministro. Mas isto é o contrário do debate democrático. Miguel Relvas fez mal em tentar alinhar na brincadeira. Não só fez uma triste figura como isto não é uma brincadeira.

 

Impossível

 

Wayne Chisnall

 

1.

Sei que tenho memórias de um tempo feliz

daquelas memórias que servem para aconchegar os rigores da passagem

da vida. Sei que existem nalgum recanto do cérebro trancadas

em portas invisíveis. Mas não as encontro

essas memórias de tempos idos em infâncias despreocupadas e seguras.

 

2.

Impossível este amor sem vício nem dor

este diário sem carne amarrotada e madrugadas insones.

Impossível este amor de liberdades aprisionadas

pelo hábito e pela culpa. Impossível querer sem ter

a cruel lucidez da incerteza e mesmo assim amar

sem pejo nem lonjura sem o tempo que perdura em nós.

 

Gran Torino

 

Clint Eastwood & Jamie Cullum

& C.Kyle & Michael C. Stevens &

Nino Carmona & Jose Miguel

 

So tenderly
Your story is
Nothing more
Than what you see
Or
What you've done
Or will become
Standing strong
Do you belong
In your skin
Just wondering

Gentle now The tender breeze
Blows
Whispers through
My Gran Torino
Whistling another
Tired song

Engine humms
And bitter dreams
Grow heart locked
In a Gran Torino
It beats
A lonely rhythm
All night long
It beats
A lonely rhythm
All night long
It beats
A lonely rhythm
All night long

Realign all
The stars
Above my head
Warning signs
Travel far
I drink instead
On my own
Oh,how I've known
The battle scars
And worn out beds

Gentle now
A tender breeze
Blows
Whispers through
A Gran Torino
Whistling another
Tired song

Engines humm
And bitter dreams
Grow
Heart locked
In a Gran Torino
It beats
A lonely rhythm
All night long

These streets
Are old
They shine
With the things
I've known
And breaks
Through
The trees
Their sparkling

Your world
Is nothing more
Than all
The tiny things
You've left
Behind

So tenderly
Your story is
Nothing more
Than what you see
Or
What you've done
Or will become
Standing strong
Do you belong
In your skin
Just wondering

Gentle now
A tender breeze
Blows
Whispers through
The Gran Torino
Whistling another
Tired song
Engines humm
And bitter dreams
Grow
A heart locked
In a Gran Torino
It beats
A lonely rhythm
All night long

May I be
So bold and stay
I need someone
To hold
That shudders
My skin
Their sparkling

Your world
Is nothing more
Than all
The tiny things
You've left
Behind

So realign
All the stars
Above my head
Warning signs
Travel far
I drink instead
On my own
Oh
How i've known
The battle scars
And worn out beds

Gentle now
A tender breeze
Blows
Whispers through
The Gran Torino
Whistling another
Tired song
Engines humm
And better dreams
Grow
Heart locked
In a Gran Torino
It beats
A lonely rhythm
All night long
It beats
A lonely rhythm
All night long
It beats
A lonely rhythm
All night long

 

Um dia como os outros (125)

 

(...) Do que quero falar é do topete revolucionário de um dos seus barítonos mais mediáticos, o advogado Garcia Pereira, que se terá dialecticamente esquecido que foi por vontade do povo, o tal que é quem mais ordena, que ele não teve assento nas cadeiras mais abaixo do hemiciclo quando para isso se candidatou¹. (...)

1Recebeu apenas 14.419 votos (1,23%), quando precisaria de um pouco mais de 22 mil…

 

A. Teixeira

 

Mau filme

 

Por outro lado, estando os caminhos do PS cada vez mais óbvios na sua inanidade e mediocridade, o país enfronha-se na crise, o mais calmo que lhe é possível, e cada vez mais desiludido, alheando-se das coreografias e da indigência dos nossos representantes. É como se visse um mau filme, mal realizado e mal interpretado. Nada apaga a revolta silenciosa contra a iniquidade de um estado policial, a quem já ninguém respeita e suporta. É extraordinária falta de competência e de vergonha.

 

Sinuosos

 

É muito interessante ouvir as pessoas que tanto defenderam a decisão de João Paulo II em levar o seu papado até à morte, levando a sua cruz, tal como Cristo fez (lembro-me de ter ouvido isto), declararem a sapiência deste Papa ao renunciar antes de Deus assim o decidir.

 

Os caminhos do Senhor são sinuosos e insondáveis.

 

Recentrar na comunidade

 

Uma das reformas mais importantes a fazer no SNS é recentrar o atendimento em estruturas inseridas nas comunidades, retirando aos hospitais uma enorme quantidade de doentes, profissionais e custos que, direccionados para apoios domiciliários, de enfermagem e consultas de especialidades perto dos cidadãos, seriam bastante mais bem aproveitados.

 

A medicina moderna centra-se nas necessidades, prioridades e qualidade de vida dos indivíduos, personalizando as terapêuticas à uma determinada doença de um determinado doente. O esforço da investigação tem prosseguido o objectivo de disponibilizar medicação que possa ser efectuada pelas próprias pessoas, de forma a manterem o mais possível os seus afazeres sociais e profissionais.

 

Os custos de uma medicina cada vez mais sofisticada devem ser criteriosos, investindo-se na qualificação e diferenciação da carreira de Enfermagem, reconhecendo-lhes e validando competências que, em muitas circunstâncias, já exercem, pois são estes profissionais que administram a medicação, acompanham diariamente os doentes, observando, registando, monitorizando e avaliando efeitos secundários, esclarecendo dúvidas de familiares e cuidadores, apoiando psicologicamente os fragilizados em todo o processo patológico.

 

Não é possível manter doentes nos hospitais, num ambiente mais desumanizado, massificado, oneroso e ineficaz. Não se percebe a razão da ausência de consultas de especialidade de gastrenterologia, ginecologia, cardiologia, medicina dentária, pediatria, medicina física e de reabilitação, endocrinologia, e outras, nos Centros de Saúde, para diagnóstico e seguimento das mais diversas patologias, reservando-se os hospitais para os casos graves, de intervenções mais sofisticadas e delicadas, libertando os profissionais e os recursos para o que necessita de outros meios e de outro tipo de equipamentos.

 

Os avanços tecnológicos nas várias áreas, nomeadamente de informação, a melhor qualificação das pessoas e o desenvolvimento das especializações nas várias carreiras de profissionais de saúde deveriam ser incentivados e aproveitados a favor dos cidadãos, assim como na rentabilização e reorganização para a verdadeira e consistente sustentabilidade do SNS. Onde estão as propostas dos partidos da oposição, mais precisamente do PS, para esta função estatal?

 

Propaganda

 

  

Na Fundação Oriente está uma interessantíssima exposição - CARTAZES DE PROPAGANDA CHINESA - A ARTE AO SERVIÇO DA POLÍTICA.

 

O culto das personagens mitificadas do comunismo chinês, com Mao Zedong em omnipresente destaque, o aproveitamento da cultura e das tradições para a propaganda, a alegria obrigatória, os camponeses, os operários e os estudantes, o livro vermelho de Mao, as óperas revolucionárias, e até alguns panfletos, revistas e cartazes nacionais, da nossa própria época revolucionária, de um passado que nos parece quase irreal a esta distância. É como olharmos para a nossa infância – sabemos e lembramo-nos do que se passou, mas como se tivesse sido com outra pessoa.

 

Era uma autêntica máquina de guerra, que triturava e amalgamava todas as manifestações de arte popular, até os teatros de marionetas e de sombras. As ditaduras são todas iguais, dos pioneiros à mocidade portuguesa, da estética dos uniformes às criações paternalistas e moralizadoras da perfeita felicidade dos oprimidos, das pobreza escondida à justificação das arbitrariedades.

 

 

Desistências e (des)uniões

 

 

O desfecho da suposta candidatura de António Costa à liderança do PS, após aquela cena teatral deixou-me perplexa e extremamente desiludida. Esperava, ou seja, ansiava por alguém que lesse a situação do país e que a colocasse bem à frente das suas particulares ambições. O que me parece é que, como diria alguém que conheço, António Costa amarelou. Com receio de não conseguir ganhar as eleições internas, arrumou a questão da credibilidade do PS como alternativa política.

 

Passos Coelho tem o caminho aberto para acabar a legislatura. O desemprego ultrapassará os 20% e o Estado será mínimo, como máximos serão o êxodo dos mais jovens, as necessidades dos mais velhos, o assistencialismo caritativo e a desigualdade entre os mais ricos e os mais pobres.

 

Vale a pena ler o artigo de Fernanda Câncio, no DN (e no Jugular).

 

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