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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Um dia como os outros (61)

 

(...) É muito fácil criticar os políticos, grandes protagonistas do espaço público. Os que ganharam, ganham (e ganharão?) com a violência crescente com que se criticam os políticos vão-se mantendo na sombra, enchendo os bolsos, muitas vezes à custa dos políticos e sem que ninguém veja ou queira ver. Há um batalhão de gente que vive explorando as fragilidades e incongruências das democracias, como por exemplo o facto de se querer votar mas não querer pagar as eleições.


Há políticos com p pequeno? Sem dúvida. Como há em todas as áreas de actividade. Mas quantos são, os de todas as outras actividades, aqueles que raramente têm um elogio ou que por cada erro que cometem ou que tiveram no seu passado são julgados em praça pública? (...)

Desfeitas

À volta do silêncio

regresso sem querer às palavras

como agudas pedras de gelo.

 

À volta das palavras

regresso sem querer ao silêncio

como espuma desfeita entre dedos.

 

De volta ao silêncio

regresso à espuma das palavras

entre os dedos pedras desfeitas.

Nem pensem que me enganam

Então e o Quenervos não era o Eprecisoetercalma que comentava os posts do Estoucheiodecalma no blogue daquele grupo de apoio ao... hummm... aaa... Primeiro?

 

E não era também primo do tio da cunhada da ex-mulher da namorada do sobrinho do fundador do masqueascoqueistoe.belogue.come, onde se comentavam uns aos outros e usavam aqueles documentos e emails sigilosamente guardados como SPAM?

 

A verdade é que nunca vi o Quenervos mas tenho a certeza de que o Estoucheiodecalma era nada mais nada menos que Porestaequeeunaoesperava, aquela estranha criatura com gostos pouco recomendáveis, e que foi convidada pelo jornalista vendido ao companheiro que tinha sido comprado pela promessa do convite da assessora daquele cargo importantíssimo de abrir a porta ao secretário do ajudante do nosso, aaaa... hummmm... Chefe.

 

Mas posso provar, até porque guardei os guardanapos lambuzados onde estava escrevinhado o plano para comprar a casa do pai do contínuo do prédio ao lado da rua onde passava o....esse mesmo, que alguém me aliciou para despejar o caixote do lixo do blogue masqueascoqueistoe.belogue.come. Mas eu preveni-me e fechei o blogue. Mas gravei os comentários e sei que o Aiquenojo também assina Estoufartadisto e ainda como Estatudodoido.

 

Mas eu guardei. Tudo. Depois apaguei. Tudo. Nem pensem que me enganam.

 

(Quem avisa amigo é)

À deriva (2)

Afinal quais foram as razões que levaram a ARSLVT a decidir o encerramento das urgências pediátricas no período nocturno, entre 15 de Junho e 15 de Setembro, nos Centros Hospitalares Barreiro-Montijo e de Setúbal?

 

Segundo o Portal da Saúde, no dia 9 deste mês, para além da escassez dos profissionais:

 

(...) Tendo em conta que o movimento assistencial registado habitualmente quer no Centro Hospitalar Barreiro-Montijo, quer no Centro Hospitalar de Setúbal, no período das 0 às 9 horas, é em média de 8 crianças, com episódios de gravidade ligeira a moderada e que raramente geram internamento, o Hospital Garcia da Orta reúne as condições necessárias para assegurar resposta a todas as necessidades de assistência médica diferenciada. Esta instituição encontra-se a cerca de 40 km de distância, percurso que, em auto-estrada, pode ser efectuado em 30 minutos. (...)

 

Mas então, quais foram as razões que levaram a ARSLVT a recuar na sua decisão? Segundo o Público de hoje:

 

(...) Verificando-se que o Centro Hospitalar de Setúbal e o Centro Hospitalar de Montijo-Barreiro estão em condições de assegurar as escalas de pediatras, garantindo o normal funcionamento da Urgência Pediátrica, a ARSLVT não vê, neste momento, a necessidade de reorganizar o horário das urgências pediátricas no período do Verão, mantendo-se assim os serviços de Pediatria em funcionamento ao longo das 24 horas do dia (...)

 

(...) A ARSLVT gostaria de agradecer publicamente aos profissionais de saúde dos serviços em questão a disponibilidade para assegurarem o normal funcionamento dos serviços no período do verão, evitando assim incómodos para os utentes (...)

 

O que mudou nestes últimos 5 dias? Aumentou muito o número de crianças atendidas durante a noite? Aumentou muito a gravidade das situações de urgência? Aumentou muito o número de Pediatras nos Hospitais? Os Pediatras desistiram das férias?

 

Se não foi devidamente explicada a primeira decisão, pior foi a segunda. Este tipo de ziguezagues só aumenta a desconfiança dos profissionais e das populações. Onde está a racionalização dos serviços, a preocupação com a qualidade dos cuidados prestados? Onde está a política de saúde deste governo?

 

Um dia como os outros (60)

 

(...) Por conseguinte, a utilização das "escutas" fora do processo criminal é proibida pela Constituição, pois também consubstancia uma ingerência extra--processual: viabiliza o acesso às conversações e potencia a sua divulgação. Ora, o princípio constitucional é, em termos literais, da "inviolabilidade" das comunicações e esse princípio apenas pode ser posto em causa pela investigação criminal.


Só uma analogia entre comissões parlamentares de inquérito e autoridades judiciais permitiria outra resposta. Mas as restrições de direitos fundamentais não podem ser autorizadas por analogia e é o próprio legislador que restringe os poderes das comissões. E se não o fizesse, violaria o princípio da separação e interdependência de poderes, que constitui corolário do Estado de Direito democrático.

 

J'attendrai

 
Django Reinhardt & Quintet of The Hot Club of France
J'attendrai le jour et la nuit
J'attendrai toujours ton retour
J'attendrai car l'oiseau qui s'enfuit
vient chercher l'oubli dans son nid
Le temps passait court en battant tristement
dans mon coeur si lourd
Et pourtant j'attendrai ton retour
J'attendrai le jour et la nuit
J'attendrai toujours ton retour
J'attendrai car l'oiseau qui s'enfuit
vient chercher l'oubli dans son nid
Le temps passait court en battant tristement
dans mon coeur si lourd
Et pourtant j'attendrai ton retour
Le vent m'apporte de bruits lointains
Guettant ma porte j'écoute en vain
Hélas, plus rien plus rien ne vient
J'attendrai le jour et la nuit
J'attendrai toujours ton retour
J'attendrai car l'oiseau qui s'enfuit
vient chercher l'oubli dans son nid
Le temps passait court en battant tristement
dans mon coeur si lourd
Et pourtant j'attendrai ton retour
Et pourtant j'attendrai ton retour
Le temps passait court en battant tristement
dans mon coeur si lourd
Et pourtant j'attendrai ton retour

À deriva (1)

 

Sem qualquer explicação, prévia ou adicional, da ARSLVT ou do Ministério da Saúde, tivemos todos conhecimento da decisão do encerramento das urgências pediátricas nos Hospitais Distritais de Setúbal (HDS) e do Barreiro (HDB), no período nocturno entre 15 de Junho e 15 de Setembro.

 

Sou totalmente favorável à racionalização dos escassos recursos existentes na saúde, nomeadamente em recursos humanos. Se não há número suficiente de Pediatras e de Neonatalogistas que assegurem uma assistência de qualidade nesses hospitais e/ou se o número de casos não justifica a existência de equipas de urgência nesses hospitais, parece-me até muito bem que sejam concentradas as urgências num único hospital, neste caso o Hospital Garcia de Orta (HGO), desde que os médicos que trabalham nos HDS e HDB cumpram as suas horas em serviço de urgência no HGO, reforçando as equipas que aí trabalham. Noutros países, como França, as urgências gerais na cidade de Paris estão concentradas, formando-se equipas com os profissionais de todos os hospitais. É óbvio que, para que isto seja viável, têm que ser acautelados os transportes em ambulâncias devidamente equipadas, não só em meios técnicos como humanos.

 

Mas alguém percebeu de facto o que se está a passar? Esta é uma medida que serve apenas para o período de Verão ou será permanente? O número de casos é diminuto só em época de Verão? Há número suficiente de profissionais nos restantes meses do ano? Estas medidas inserem-se nalgum plano geral ou são conjunturais e pontuais? Será que a ARSLVT e o Ministério da Saúde não consideram esta alteração na organização dos serviços prestados à população suficientemente importante para virem esclarecer e acalmar as populações?

 

E esta medida serve apenas para as urgências pediátricas da margem sul? E as da margem norte? E para os serviços de urgência de adultos, não se justificariam medidas semelhantes?

 

Afinal, que orientações políticas existem no Ministério da Saúde? Só a pandemia de gripe A justificava comunicados contínuos e permanentes conferências de imprensa?

Os próximos episódios

 

Ainda não chegou ao fim, nem nunca chegará, a história do negócio da PT/TVI. Mas o objectivo que Pacheco Pereira tanto perseguiu foi atingido, ou seja, a certeza de que têm que ser divulgadas as escutas para que se faça luz sobre o assunto.

 

Tudo é lamentável, desde a forma como tudo começou, até à permanência de uma personagem como Ricardo Rodrigues em representação do PS, as ameaças de Pacheco Pereira e as certezas antecipadas de João Semedo.

 

Ninguém sai prestigiado deste episódio, mas quem mais danificado ficou foi o próprio Parlamento.