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Unchained Melody

por Sofia Loureiro dos Santos, em 09.04.10

U2

 

Oh, my love
my darling
I've hungered for your touch
a long lonely time
and time goes by so slowly
and time can do so much
are you still mine?

I need your love
I need your love

Godspeed your love to me

 

Lonely rivers flow to the sea,
to the sea
to the open arms of the sea
lonely rivers sigh 'wait for me, wait for me'
I'll be coming home wait for me

 

Oh, my love
my darling
I've hungered for your touch
a long lonely time
and time goes by so slowly
and time can do so much
are you still mine?
I need your love
I need your love

Godspeed your love to me

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publicado às 23:19

O preconceito do preconceito

por Sofia Loureiro dos Santos, em 09.04.10

 

Para responder à Helena Matos, é mesmo importante que se perceba exactamente do que se está a falar. Em relação ao assunto da alegada discriminação dos homossexuais na doação de sangue, escrevi vários posts sobre o assunto. É natural a reacção do Presidente do IPS. Eu também agurado as indicações do Ministério da Saúde.

 

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publicado às 18:17

Um dia como os outros (49)

por Sofia Loureiro dos Santos, em 08.04.10

 

(...) Mas há um argumento ao qual sou sensível e até tenho opinião. O de Vieira da Silva que diz que "o desequilíbrio salarial em Portugal é excessivo". Os dados do INE mostram que, em Portugal, os salários dos 20% mais ricos são 6,1 vezes superiores aos salários dos 20% mais pobres. Um valor acima da média da União Europeia (de 5 vezes). Se calhar não nos devíamos sentir tão melindrados e preocupados com os 20% do todo da tabela, mas sim com 20% que ganham miseravelmente.

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publicado às 18:00

O pecado da Igreja

por Sofia Loureiro dos Santos, em 04.04.10

 

A Igreja Católica escondeu a pedofilia, sendo conivente com crimes durante décadas, tal como foi conivente com a violência doméstica, com os crimes de sangue e de honra, tal como foi conivente com as visões mais conservadoras e reaccionárias da sociedade, durante muitos anos.

 

Numa sociedade aberta como a que existe hoje, não é mais possível manter em segredo situações como estas. A Igreja perdeu influência, principalmente perdeu poder, que usou de forma autocrática e ditatorial, cobrindo tudo o que dizia e fazia com efectivos poderes terrenos e hipotéticos poderes celestes. Todos os desvios, prepotências, imoralidades e crimes praticados, anteriormente escondidos, calados e lançados como calúnia para quem tinha a coragem de falar deles, afloram agora à superfície.

 

A Igreja pede perdão pelos padres pedófilos. Mas o seu silêncio é um pecado pesado e longo, pelo qual não sei há penitência que a possa limpar.

 

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publicado às 19:32

Badinerie

por Sofia Loureiro dos Santos, em 03.04.10
Bach - Orchestral Suite - Badinerie
Ton Koopman - Orquestra Barroca de Amsterdão

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publicado às 18:36

Impasse presidencial

por Sofia Loureiro dos Santos, em 03.04.10

 

A eleição presidencial está num verdadeiro impasse e é um problema para as lideranças do PS e do PSD.

 

O PS não tem candidato. Após o anúncio de disponibilidade de candidatura de Manuel Alegre o PS aguardou, talvez procurando uma alternativa. Manuel Alegre representa, para uma grande parte do PS, o populismo do BE e uma das razões da resistência à política do anterior governo, principalmente na saúde e na educação, áreas em que houve uma efectiva tentativa de reforma.

 

Quando Fernando Nobre entrou em cena, muitos pensaram que poderia ser uma resposta às preces do PS, tendo ainda a possibilidade de angariar algum do eleitorado do PSD. No entanto a candidatura de Fernando Nobre aparece fraca, sem destino nem clareza política, o que pode retirar desde já qualquer hipótese de o PS a apoiar. Não é crível que apareça outro candidato, o que coloca Sócrates ante o dilema de ter que manifestar o seu apoio a Manuel Alegre ou de dar liberdade de voto aos socialistas. De qualquer das formas já perdeu iniciativa e oportunidade, sendo arrastado pelas agendas dos opositores à sua esquerda.

 

O PSD, com a eleição de Passos Coelho, ficou também órfão de candidato a Belém. É claro que não restará alternativa ao PSD caso Cavaco Silva se recandidate, o que é cada vez mais transparente. Mas será um amargo de boca para Passos Coelho, cuja convivência com o Presidente não começou bem, até pela nítida e ilegítima interferência de Cavaco Silva nas decisões do PSD. O recado que enviou ao novo líder, em relação ao PEC, foi demasiado claro. Só que Pedro Passos Coelho não é Manuela Ferreira Leite e a demarcação entre o partido e o Presidente tem sido evidente e necessária.

 

Tudo se encaminha para uma reeleição de Cavaco Silva. Manuel Alegre tornou o seu partido refém dele, o PS está refém do BE. Há abraços que se transformam em tornos. Sócrates e Alegre deveriam ter percebido a lição das anteriores presidenciais.

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publicado às 17:47

Justiça parlamentar

por Sofia Loureiro dos Santos, em 03.04.10

O negócio dos submarinos data do governo de Durão Barroso, em que a responsabilidade da pasta da Defesa era de Paulo Portas. Ou seja, de 2002 a 2004. Mais uma vez estamos há cerca de 6 anos embrulhados numa investigação que não se desenrola nunca, mantendo pessoas, independentemente dos cargos mais ou menos públicos que ocupam, no limbo da suspeição. Mais uma vez não há culpados nem absolvidos.

 

São assim as investigações em Portugal. A constituição de uma comissão parlamentar de inquérito ao caso dos submarinos, para além do descrédito em que caíram as comissões parlamentares de inquérito depois do caso TVI/PT, não se percebe muito bem para que servirá. Dá a sensação de, como a justiça não funciona, haver uma tentativa de ultrapassar o impasse com a intervenção do Parlamento.

 

Só que o Parlamento não pode nem deve substituir-se ao Ministério Público nem aos Tribunais. É claro que há responsáveis mas estes deverão ser encontrados pela justiça, o mais depressa possível. Aguardemos a forma como o PS lidará com esta situação pois ela tem contornos semelhantes aos do caso Freeport. Esperemos que a chicana política que se fez contra Sócrates não sirva de desculpa para se fazer o mesmo a Paulo Portas e a Durão Barroso.

 

É, no entanto, de assinalar, a forma comedida e discreta com que a imprensa está a proceder neste caso, nomeadamente com o cuidado em não divulgar os nomes dos políticos envolvidos. Aplaude-se esta discrição, só não se entende o porquê da diferença. É também de aplaudir a ausência de recados e opiniões dos sindicatos dos juízes, dos magistrados, etc. Desta vez deve estar tudo a ser muito bem feito.

 

De tudo isto sobra uma justiça definhada, ou seja uma não justiça, resultante de um acordo tácito entre os dois maiores partidos portugueses que nunca quiseram proceder a uma verdadeira reforma da justiça, sendo este facto uma ameaça à liberdade de cada indivíduo e à própria democracia.

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publicado às 17:21

Politização da ciência

por Sofia Loureiro dos Santos, em 02.04.10

 

 

Os critérios de exclusão dos homossexuais masculinos de dar sangue não resultam de descriminação assente em preconceitos. Resultam da evidência científica existente até à data, que permite assegurar o menor risco de contaminação do sangue por infecções virais de vários tipos.

 

Como já o ano passado aqui escrevi, por três vezes, o direito a receber sangue com o menor risco possível de transportar doenças é superior ao direito de dar sangue. Este assunto não é político mas científico. O que está em causa não são ideologias mas evidências científicas. O que está em causa é a saúde pública.

 

Vale ainda a pena ler:

Parece-me bastante perigosa esta forma de manter na agenda política um tema que causa sempre muita troca de opiniões, a maior parte delas desinformadas e apenas politicamente correctas. Em ciência no geral, na medicina em particular, o que hoje se considera ser o mais adequado pelos dados e pelos estudos que existem, amanhã pode mudar. Aliás está sempre a mudar. Precisamente porque surgem novos dados científicos que suportam outras conclusões. Decorrem vários estudos sobre o assunto e a verdade é que ainda não há evidência suficiente que permita aos decisores dos vários comités internacionais mudarem as recomendações existentes. Classificar o questionário distribuído aos possíveis dadores de sangue como um bocadinho intrometido, como o faz Nuno Magalhães, é o mesmo que considerar que as perguntas de uma história clínica são demasiado íntimas.

 

Será que o Parlamento não quer votar uma resolução em relação aos critérios a observar na escolha dos doentes que beneficiam de determinadas terapêuticas anticancerosas? Não são todos os doentes com cancro da mama que fazem terapêutica com Trastuzumab. Estamos a ser discriminatórios, sim, mas por razões de segurança para os doentes e por sabermos que nem todos os cancros da mama se comportam da mesma forma e que, portanto, muitas doentes não beneficiarão dessa terapêutica.

 

Será que este é um bom serviço que os deputados estão a prestar a todos os cidadãos?

 

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publicado às 23:02

Tenha piedade

por Sofia Loureiro dos Santos, em 02.04.10
J.S. Bach - Paixão segundo S. Mateus
Andreas School

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publicado às 17:14

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