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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

SIMplex: outro esclarecimento

 

Este é o texto de Irene Pimentel, publicado hoje pelo Público, em Cartas à Directora (pág.38), a propósito do último artigo de Pacheco Pereira: Um estranho Verão entre eleições:

 

Em artigo publicado, [no sábado, dia 20 de Fevereiro] o cronista José Pacheco Pereira afirma que o blogue SIMplex utilizou «informação com origem no Governo [...] preparada por assessores e usando os recursos em bases de dados e outros disponíveis na Rede Informática do Governo». Na qualidade de colaboradora desse blogue, afirmo categoricamente: não sou militante do Partido Socialista, tendo aceitado colaborar no SIMplex por opção pessoal; não contactei nem fui contactada directa ou indirectamente por qualquer assessor ou dirigente do PS ou do governo; não solicitei nem me foi facultado qualquer tipo de informação e/ou apoio técnico; não tive acesso, em nenhuma circunstância, à Rede Informática do Governo; não utilizei recursos do Estado ou do PS, durante e após a campanha eleitoral; por último, mas não em último, os textos que escrevi foram cedidos pro bono.

Irene Flunser Pimentel

 

O regresso do delito de opinião

 


João Cóias

 

Tenho já poucas palavras para descrever a indignação que o artigo saído hoje no i, com capa de primeira página, me causa.

 

As fronteiras foram ultrapassadas e é oficial a caça às bruxas, em que as bruxas são todos os que fizeram campanha a favor do PS, os que defendem as políticas do governo, os que não alinham no novo desporto nacional – a devassa do que é privado, a colagem de retalhos de frases e de factos para se compor uma mentira, o reciclar de antigas hipóteses de escândalos em difamações(1).

 

O que faz falta é calar a malta, o novo sound bite de quem não tem coluna vertebral. Voltámos aos sussurros nos locais públicos, porque o vizinho pode ouvir, à linguagem cifrada para comunicar alguma coisa menos politicamente correcta.

 

Aguardemos os próximos episódios. Havia muitos colaboradores no SIMplex, e alguns que integraram durante algum tempo A Regra do Jogo (blogue misteriosa e abruptamente apagado, provavelmente por José Sócrates ou por algum assessor do governo). O i tem as vendas asseguradas por mais uns tempos. O grande problema é que não conseguem encontrar o que não existe.
 

(1) Via Der Terrorist

 

Nota: ler também os posts do Eduardo e de todos os que ele linkou.

 

As conclusões antes da inquirição

 

Aquilo que sempre me pareceu a actuação correcta para apurar responsabilidades políticas da actuação do governo no caso da compra da TVI, ou mesmo da actuação do Procurador Geral da República, uma Comissão Parlamentar de Inquérito, já tem as conclusões tiradas mesmo antes de ser aprovada.

 

Só a minha total ingenuidade pode pensar que este PSD tem algum sentido de estado ou de decência. Só a minha total ingenuidade para não perceber, de imediato, que o objectivo não é dignificar a Instituição Parlamentar, é apenas denegrir o Governo e desgastá-lo para precipitar eleições antecipadas.

 

O bonde do dom

 

Marisa Monte

 

 

Novo dia
Sigo pensando em você
Fico tão leve que não levo padecer
Trabalho em samba e não posso reclamar
Vivo cantando só para te tocar

 

Todo dia
Vivo pensando em casar
Juntar as rimas como um pobre popular
Subir na vida com você em meu altar
Sigo tocando só para te cantar

 

É o bonde do dom que me leva.
Os anjos que me carregam
Os automóveis que me cercam
Os santos que me projetam

 

Nas asas do bem desse mundo
Carregam um quintal lá no fundo
A água do mar me bebe
A sede de ti prossegue
A sede de ti...

 

Novo dia
Sigo pensando em você
Fico tão leve que não levo padecer
Trabalho em samba e não posso reclamar
Vivo cantando só para te tocar

 

Todo dia
Vivo pensando em casar
Juntar as rimas como um pobre popular
Subir na vida com você em meu altar
Sigo tocando só para te cantar

 

É o bonde do dom que me leva.
Os anjos que me carregam
Os automóveis que me cercam
Os santos que me projetam

 

Nas asas do bem desse mundo
Carregam um quintal lá no fundo
A água do mar me bebe
A sede de ti prossegue
A sede de ti prossegue
A sede de ti...
 

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