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Desafio vezes dois (ou três?)

por Sofia Loureiro dos Santos, em 11.03.09

 

Bem, embora já tenha respondido a este desafio, Tomás Vasques resolveu fazer-mo de novo. Não sei como, mas lá deve saber que sou do género de ler vários livros ao mesmo tempo e de não ser um primor de arrumação.

 

Sendo assim, o livro que, neste momento, tenho mesmo à medida do braço estendido é de José Eduardo Agualusa, Um Estranho em Goa, por sinal muito bom.

 

A quinta frase completa da pág. 161 é... Tremia. Verdade, é mesmo Tremia.

 

Depois de tão lacónica descrição de emoções, estendo a teia a mais cinco blogues:

 Bem, segue outra roda.

 

 

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publicado às 22:20

Jacqueline du Pré (2)

por Sofia Loureiro dos Santos, em 08.03.09

 

Edward Elgar: Concerto para violoncelo - 2º movimento

Violoncelista: Jacqueline du Pré

Maestro: Daniel Barenboim

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publicado às 22:33

Todos os dias

por Sofia Loureiro dos Santos, em 08.03.09

 

O dia da mulher é todos os dias.

 

Todos os dias em que lutam pelo seu sustento, pela sua dignidade, pela sua profissão, pelos seus direitos, pela sua felicidade.

 

Todos os dias em que contam o dinheiro, em que lavam, vestem, alimentam, acarinham e castigam os filhos.

 

Todos os dias em que se olham ao espelho e esticam com os dedos a pele das rugas, em que reinventam o brilho dos olhos e da alma.

 

Todos os dias em que amam e odeiam, em que riem e choram, em que se dão e se usam.

 

Todos os dias.

 

Tal como eles.

 

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publicado às 15:05

Carácter

por Sofia Loureiro dos Santos, em 08.03.09

 

As declarações de José Lello são o que de pior se pode fazer. Se mandatado ou não para malhar em Manuel Alegre, a acusação de falta de carácter é mentirosa.

 

Manuel Alegre pode ser muita coisa e, ultimamente, parece estar a fazer todos os possíveis para perder a credibilidade que tinha, mas a falta de carácter é de quem assim o apelida.

 

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publicado às 12:30

Soluções governativas

por Sofia Loureiro dos Santos, em 07.03.09

 

O pedido de Sócrates para uma nova maioria absoluta é natural e lógica. Da parte dele, do PS e de uma governação estável.

 

As maiorias absolutas têm, na minha opinião, mais desvantagens que vantagens. E a do PS de Sócrates, tal como as do PSD de Cavaco anteriormente, é disso plena demonstração. O governo tende a hegemonizar-se na discussão política, desvalorizando e desprezando os debates parlamentares. No último que vi, Sócrates não respondeu a uma única pergunta da oposição, aproveitando o tempo que lhe cabia para falar contra as oposições e fazer propaganda política.

 

Por outro lado, as maiorias absolutas de um partido apagam os debates no seio dos próprios partidos, eternizando-se a solução única, condenando-os a uma travessia do deserto após a queda do líder. Foi assim no PSD e será assim no PS.

 

No contexto político em que estamos, no entanto, no Portugal de 2009, temos uma esquerda em que o BE já afirmou que nunca viabilizará um governo do PS, nunca se coligará nem apoiará o PS, porque o seu objectivo não é governar mas ser oposição, sempre. Por outro lado há o PCP que tem uma visão da sociedade que não evoluiu desde 1974, começando no discurso de Jerónimo de Sousa e acabando no sindicalismo que lhe está afecto.

 

Se o PS não tiver maioria absoluta resta-lhe formar um governo minoritário, com o tempo de vida que se lhe adivinha, ressuscitar o bloco central, que é no que parece apostar o PSD, ou depender de Paulo Portas.

 

Portanto António Costa tem toda a razão: quem quer votar à esquerda só pode votar PS ou então arrisca-se a fazer o jogo da direita. O BE colocou-se na posição de abrir a porta a governos de ou com a direita, mesmo que a votação na esquerda seja largamente maioritária.

 

Estes são os paradoxos a que pode conduzir o populismo. Mas não será nenhuma tragédia, nem nenhum colapso governativo. Será apenas uma solução pior que a da maioria absoluta do PS.
 

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publicado às 18:14

Desafio

por Sofia Loureiro dos Santos, em 07.03.09

 

Nunca resisto a um desafio destes.

 

No livro que tenho mesmo à mão (Campos de Castilla, de Antonio Machado), na pág. 161, a 5ª frase completa é uma parte de um poema que se chama La Casa:

 

(...)

Al arrimo del rescoldo

del hogar borbollonean

dos pucherillos de barro,

que a dos familias sustentan.

(...)

 

É claro que vou desafiar mais cinco, tal como me compete:

Segue a roda.

 

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publicado às 16:15

Desigualdade persiste

por Sofia Loureiro dos Santos, em 07.03.09

 

Em tempos de crise são sempre elas as primeiras e as que mais gravemente a sentem.

 

Não só porque ganham menos que eles, como porque perdem mais rapidamente o emprego, como porque ainda têm que prover ao sustento e acompanhamento dos filhos, netos e pais.

 

São sempre mais pobres e por mais tempo. Portugal, infelizmente, não é excepção, antes a regra.

 

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publicado às 16:10

Ciclo vicioso

por Sofia Loureiro dos Santos, em 07.03.09

 

No DN de hoje vem uma reportagem sobre as penhoras e os endividamentos extremos das famílias.

 

Conta, entre outros casos, o de um casal com 2 filhos que tinha um endividamento ao banco de €200.000, pela compra de uma vivenda com 2 andares, jardim e garagem, quando os seus ordenados eram de €1.200 (ela) e o ordenado mínimo nacional (ele), em 2003.

 

Não perderam o emprego, não adoeceram. Apenas estavam a viver muito acima das suas possibilidades. A preocupação da senhora era como explicar ao filho mais novo porque tinham mudado de casa (andar de 3 assoalhadas). Pois, talvez fazer-lhe ver que não tem dinheiro para manter a casa grande.

 

Este ciclo vicioso de ter que aparentar uma imagem de riqueza e bem-estar, de ter que prover a todas as necessidades que imaginamos que existem às nossas crianças, de haver bancos que emprestam estas quantias de dinheiro com juros que se antecipa que serão impossíveis de pagar a curto ou a médio prazo, é o que temos que quebrar na nossa cabeça.

 

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publicado às 16:06

Perfeito

por Sofia Loureiro dos Santos, em 07.03.09

 

(escultura de John Dawson, bronze: lacy lovers)

1.

Encerro as mãos
fecho a usura dos dias
congelo pedras
odores a maresia
encerro o acaso
a dança dos dedos
finalizo sinais.
Sinto demais.


2.

Perfeita a tua boca na minha
perfeito gozo de antecipação
perfeita a tua mão que caminha
perfeita dor de imensidão.


3.

O dia estende-se na plenitude da descoberta
profundo e imenso como cântaros sem fim
na água que adormece a realidade.
 

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publicado às 15:35

Jacqueline du Pré (1)

por Sofia Loureiro dos Santos, em 06.03.09

 

 

Edward Elgar: Concerto para violoncelo - 1º movimento

Violoncelista: Jacqueline du Pré

Maestro: Daniel Barenboim

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publicado às 21:58



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