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Cada um cumpre o destino que lhe cumpre. / E deseja o destino que deseja; / Nem cumpre o que deseja, / Nem deseja o que cumpre. [Ricardo Reis]
O dia seguinte, sonolento, tranquilo, em câmara lenta.
Por vezes de repente há um vazio
Joe Berardo é notícia todos os dias e a toda a hora. É fácil perceber porquê: é rico e pensa que pode dizer e fazer o que lhe apetece. E faz. O poder anda cheio de salamaleques à nova coqueluche.
Transformarei o tempo.
e, se me vires
A construção europeia faz-se com os europeus, incentivando os cidadãos a discutirem, pensarem, votarem e aprovarem as grandes opções políticas para a Europa.
Aqui há uns tempos mudei a estação de rádio com que acordo: estava sintonizado na TSF, passou a estar no RCP. A voz de João Adelino Faria é menos gritante e sobressaltada que as dos locutores da TSF.L. A discussão de possíveis alterações à forma como o financiamento do SNS se encontra organizado gerou duas grandes conclusões:
Conclusão 1: Para garantir a sustentabilidade financeira do SNS é necessário adoptar diversas medidas simultaneamente, não sendo identificável uma que, por si só, a assegure.
Conclusão 2: Há uma grande dependência da sustentabilidade financeira do SNS em relação a factores exógenos ao sector da saúde, como sejam a evolução da restante despesa pública e das receitas do Estado.
M. Após a apreciação das várias alternativas de financiamento do SNS, a Comissão recomenda ao Governo:
N. Numa situação extrema de insustentabilidade financeira do SNS, a Comissão faz uma recomendação especial, que se traduz na imposição de contribuições compulsórias, temporárias, determinadas pelo nível de rendimento, utilizando o sistema fiscal e direccionando as verbas obrigatoriamente para o SNS.
Por isso qual não foi o meu espanto ao ouvir, logo pela manhã, João Adelino Faria informar o auditório que o relatório recomendava um novo imposto para a saúde, seguido de declarações indignadas do pai do SNS, António Arnaut, dizendo que antes dos impostos talvez fosse melhor rentabilizar o que há.
Como tenho a certeza que João Adelino Faria sabe ler, só posso concluir que não leu o relatório e que acreditou naquilo que alguém lhe soprou, sem ter tido o cuidado de verificar a informação.
Mais uma vez ficamos com a sensação de sermos totalmente manipulados, ou porque nos dão informação enviesada (caso do RCP), ou porque tentam não nos fornecer a informação (caso do Ministro da Saúde).
Não se percebe nada do que se passa neste país.
Ao telefonar para um serviço de internamento de um hospital, para me informar do estado de saúde de um vizinho muito querido recentemente operado, após, na véspera, me ter assegurado do horário de atendimento telefónico, recebo uma resposta agastada de um enfermeiro, muito aborrecido por haver tantas pessoas a telefonarem para se inteirarem do estado do velhote, sendo necessário repetir muitas vezes que ele estava bem, pedindo com uma voz insistente que fizesse circular a informação.A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.
