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Cada um cumpre o destino que lhe cumpre. / E deseja o destino que deseja; / Nem cumpre o que deseja, / Nem deseja o que cumpre. [Ricardo Reis]
Mar e areia negra, pesada. Vozes rituais, rudes, parcas. Silêncios doridos, grandes, enevoados. Olhos cheios, brilhantes, imensos.
(continuação do post anterior)Afinal, e até agora, apenas nos casos de Macedo de Cavaleiros e do Montijo não foram seguidas as recomendações que constam do relatório final. No primeiro caso, por não estarem asseguradas as condições de acessibilidade mínimas; no segundo caso decidiu-se seguir os exemplos de Fafe e de Santo Tirso, não percebi porquê.
Afinal quem mais se aproximou da verdade foi o JN. Houve uma derrota política do ministro, pois não conseguiu, por si só, implementar a sua política, tendo necessitado do apoio de Sócrates que, assim, o fragilizou.
Mas não têm razão os que falam em recuo na reestruturação da rede de urgências. O que está a ser feito é o que estava planeado, com ajustes e caso a caso, como é razoável e indipensável.
Ainda bem, porque assim ganhamos todos. Quanto ao papel dos jornais e dos jornalistas, penso que há matéria e factos para cada um tirar as suas próprias conclusões. As minhas, infelizmente, não são as mais agradáveis no que diz respeito à sua independência, rigor e competência.
Estão disponíveis, no Portal da Saúde, os protocolos assinados pelo Ministério da Saúde e pelas Autarquias a 24 deste mês.
Apressam-se os segundos.
Tal como Paulo Gorjão, também estou à espera de ver os protocolos assinados entre as autarquias e o ministério da saúde. Tal como Paulo Gorjão, também aguardo que se esclareçam estas versões desencontradas.
Quando se fala tanto no fim dos jornais generalistas, quando se discute qual a orientação a dar à informação, se deve ser factual ou interpretativa, se deve haver artigos de opinião ou artigos aprofundados sobre assuntos específicos, eis que nos deparamos com exemplos do que é um péssimo serviço prestado às populações, ao jornalismo e aos jornais.
Ontem discutia-se sobre o significado da poesia, sobre o ser poeta, sobre o artifício da linguagem, a transfiguração da palavra, sobre a mensagem poética.
Foi em Cabo-Verde, em 1973 que, pela primeira vez, ouvi Zeca Afonso. Não fazia ideia de quem era, o que representava, o que era a política ou qual era o regime em que vivíamos. Não sabia o que era a censura.A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.
