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Cada um cumpre o destino que lhe cumpre. / E deseja o destino que deseja; / Nem cumpre o que deseja, / Nem deseja o que cumpre. [Ricardo Reis]
Amanhã abrirei a janela
O atentado em Madrid reivindicado pela ETA é um rude golpe na esperança de tentativa de resolução de mais um sangrento conflito de décadas, e uma derrota política para Zapatero. Não sei muito bem o que se vai seguir mas acho totalmente inaceitável que, numa democracia plena, se usem métodos terroristas para atingir objectivos políticos.
Todo este assunto iraquiano é triste e repugnante, desde Saddam Hussein e o seu regime sanguinário, às mentiras que deliberadamente foram massificadas e repetidas à exaustão para justificar a invasão do Iraque, ao arrepio das Nações Unidas e de vozes, como as de Freitas do Amaral e de Mário Soares (a quem apelidaram de sonhadores, não rendidos à real politics), à exibição da captura de Saddam Hussein, como um troféu de caça, à desastrada campanha política e militar no Iraque, com que se pretendia instaurar um regime democrático, ao julgamento do ditador, às mortes diárias de militares e civis, aos atabalhoados recuos pseudo estratégicos da administração americana pró intervenção iraquiana, ou ao que resta dela após as eleições, à execução por enforcamento, como se de um coelho se tratasse, de um ser humano, por muito abjecto que ele fosse.
Como tem sido hábito as reformas que o governo anuncia começam sempre por uma sensibilização da opinião pública para o problema, realçando o que de negativo e pouco abonador acontece nos vários sectores, principalmente no que diz respeito aos dependentes da administração pública. É obviamente uma medida populista mas que os diversos grupos profissionais não têm sabido aproveitar e, pelo contrário, com as posições totalmente retrógradas e absurdas de defesa do indefensável, apenas facilitam o caminho ao governo. Foi assim com os professores, com os juízes e com os militares.(...)
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Eva Armisén, pintora catalã com 37 anos.
Faltam poucos dias para renovarmos todas as nossas cíclicas boas intenções. Mas os rituais servem para isso mesmo, para podermos reequacionar prioridades e valores, para planear aquilo que não é controlável, mas que nos dá algum sentido de segurança.
Se olho para o céu
Voltarei no segundo
Em Portugal, os problemas da assiduidade e da pontualidade são sempre vistos e sentidos de formas diferentes, dependendo do lado em que se está.A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.
