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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Cartas de Iwo Jima

Mar e areia negra, pesada. Vozes rituais, rudes, parcas. Silêncios doridos, grandes, enevoados. Olhos cheios, brilhantes, imensos.

Solidão e brancura no meio da guerra, dos estrondos, do horror, do destino, da morte, do inevitável. Cartas em que se mantém a ligação com a vida, em que se despe a rigidez e a amargura. Cartas enterradas com a honra, com a morte, com o inevitável.

A sobriedade da cor, dos gestos, dos sentimentos, o rigor dos planos, os silêncios, o mar, a areia, o que se cala, o que se descobre no inimigo, o inimigo que se incorpora no corpo do soldado, o que se vacila.

O respeito com que Clint Eastwood filmou o inimigo, a dor dos homens, de todos os homens que têm que cumprir uma missão aniquiladora, a guerra na sua versão mais dura e depauperada, na sua versão de glória interior.

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