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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

A velocidade da luz

Acabei de ler “A velocidade da luz” de Javier Cercas. Gostei muito, tanto como de “Soldados de Salamina”.

Embora sejam livros completamente diferentes, a estrutura narrativa e o modo como se desenrola a acção são semelhantes.

Em ambos se parte de um acontecimento obscuro que se tenta conhecer e interpretar, essencial para a coerência de uma história que, de algum modo, se mistura e confunde com a vida do narrador/escritor, e que evolui em círculos, estando no fim a chave decisória da existência do livro.

Em ambos a narrativa é feita em tom de confidência, como quem tenta decifrar a sua própria alma, com fluidez e sofreguidão, em que os diálogos são escassos e simples, mas importantes na compreensão das personagens.

Neste último livro o tempo de leitura varia, primeiro vagaroso, como que aquecendo motores, e depois adquirindo uma velocidade vertiginosa, superior à da luz. Gostei muito.


(Só não gostei da capa do livro.)

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