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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Politicamente correcto

Sempre me fez alguma confusão a necessidade que certas pessoas têm de demonstrar que são originais o que, em si mesmo, é a demonstração inequívoca que o não são.

Neste momento já há quem ache um horror dizer mal do Freitas, coitado, que mal! Agora já é giro ter pena dele e passar para outra notícia mais fresquinha.

Freitas do Amaral deve estar em fase de loucura, ou então não consigo entender as posições dele (ou do governo?). Um campeonato de futebol euro-asiático??? Então agora o embaixador do Irão diz coisas lamentáveis e está a reescrever a história? Qual a atitude a tomar?

E deve esquecer-se o assunto Freitas do Amaral? De facto, nada se leva a sério. Os temas surgem como bombas ruidosas, causam grande histeria e alarido, e imediatamente são descartadas por outras. Mastiga e deita fora.

À falta de oposição ao governo (o PSD está totalmente adormecido) temos uma profusão de reportagens imparciais e bem feitas, com estudos prévios e ponderação de todos os factores, prós e contras, de medidas importantes e de fundo, como o fecho de escolas do 1º ciclo.

É extraordinária a manipulação da informação. No fórum TSF desfilou uma enorme quantidade de gente a perorar contra a medida, ajudada por reportagens em cima do acontecimento, onde não se abordaram nunca as razões de natureza demográfica, alteração do número e da faixa etária dos residentes em determinadas regiões, a degradação da qualidade do ensino em escolas com escasso número de alunos, a diminuição da exigência, com professores que lá estão o mínimo de tempo indispensável, sem colegas para trocar impressões, a solidão dos alunos, a falta de materiais escolares ou do mínimo conforto, a despesa para manter, mesmo assim, a escola a funcionar, etc.

Também há pouco tempo se ouviu falar de uma manifestação contra o fecho dos hospitais do Desterro e Capuchos. É absolutamente inacreditável! Sempre ouvi profissionais queixarem-se da absoluta falta de condições destes hospitais, da estupidez de se gastar dinheiro a tentar adaptar espaços inadaptáveis, da dificuldade em manter estas estruturas velhas a funcionar como serviços decentes.

Eis senão que… agora estão contra!

O país de hoje não é igual ao que era há 30, 40 anos atrás. Houve populações que cresceram outras que quase desapareceram. A pirâmide etária é diferente, as necessidades e as exigências das populações também. Há, com certeza, necessidade de mudar, se calhar de acabar com algumas freguesias e concelhos e aumentar outros, fechar escolas, hospitais e outros equipamentos e abrir, noutros locais, serviços mais eficientes e bem apetrechados. Prover ao transporte rápido e seguro das crianças para uma escola com espaço físico e capital humano, por exemplo, essa é uma preocupação que não ouvi ninguém expressar.

Enfim, o estado tem que se reorganizar para nos servir melhor.

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CorretorMais

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