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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Na continuidade

Faltam poucos dias para renovarmos todas as nossas cíclicas boas intenções. Mas os rituais servem para isso mesmo, para podermos reequacionar prioridades e valores, para planear aquilo que não é controlável, mas que nos dá algum sentido de segurança.

Nestes horas em que pensamos reiniciar a vida, mesmo que ela recomece a todo o momento, nos actos mais banais da existência, sinto sempre que sou uma privilegiada, nomeadamente pelos amigos que tenho, pelas pessoas com quem me tenho cruzado, descoberto ou reencontrado, pelos desafios que ainda tenho de enfrentar e pelo enorme gozo de viver, mesmo que, por vezes, a vida seja amarga e triste.

O próximo ano será igual ao anterior e totalmente diferente, porque todos os segundos são avanços e nada se repete exactamente da mesma forma. Continuaremos a ter aumentos de bens de consumo, continuaremos a tomar muitos antidepressivos e ansiolíticos, continuaremos a queixar-nos do imenso trabalho que nos falta fazer, bebericando incontáveis chávenas de café, continuaremos a molhar-nos com a chuva e a derretermos com o bafo do Verão, a irritar-nos com os ralhetes de Sócrates e com a inanidade da oposição, continuaremos a gozar pontes, feriados e fins-de-semana, a clamar pela sociedade civil que não fazemos intenção de formar, dinamizar ou mexer.

Continuaremos a ser portugueses, no que temos de mau e no que temos de bom. Mas eu até gosto, nem que seja de vez em quando…

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